Quem já não passou pela situação de ver uma pessoa do outro lado da rua e jurar que é uma pessoa da família, um antigo relacionamento, um colega de colégio ou faculdade? Tenho certeza que quase todo mundo já passou ou então vai passar por essa situação.
A questão aqui é clara (em especial quando vista de perto e com verdade): a realidade pode parecer uma coisa, mas ao nos aproximarmos dela, pode ser outra. Portanto, apesar de sermos seres também intuitivos (em especial as mulheres, que têm a intuição muito desenvolvida, na maioria), precisamos ver as coisas com clareza para chegar à verdade. Isso em muitas vezes requer que olhemos mais de perto as coisas. Que a gente coloque foco no olhar.
Claro, o contraponto é que muitas vezes o que precisamos para ver as coisas é distância, afastamento e perspectiva, já tratei disso aqui muitas vezes. Então, assim a vida vai pra um lado e para outro, longe e perto.
Precisamos, isto sim, distinguir a realidade da ilusão, da fantasia. E isso às vezes parece uma coisa muito distante e quase inatingível. Porque existem situações em que, por vários motivos, na realidade queremos nos enganar, acreditando em algo que está (ou não) acontecendo. Tanto que tem aquele ditado: “O pior cego é o que não quer ver”, exatamente por esta característica essencialmente humana de ou querer se enganar ou acreditar em pirotecnia ou milagres(no sentido estrito ou em coisas que não acontecem na vida real).
Todos somos assim, uns mais, outros menos. Existem características humanas que estão em maior ou menor dose presente em todos. Há os que tentam negar as coisas. Por exemplo: não mostrar que tem um ou mais fraquezas, sejam elas quais forem. Como se nega-las o tornasse mais forte. Do meu ponto de vista, ao contrário: se eu reconheço as minhas fraquezas, posso trabalhar nelas para melhorar.
No mundo dos negócios, é preciso sim, ver os números de forma crua e clara para poder tomar decisões. Mas mesmo essas decisões baseadas em números despidos, digamos assim, podem requerer uma reflexão ou mesmo uma olhada geral no cenário, nos concorrentes, no comportamento do consumidor e da sociedade como um todo.
Ah, você deve estar pensando, vai ficar em cima do muro então? Decididamente não. O que ocorre é que a vida exige que possamos ver as coisas ora de longe, ora de perto, assim como em alguns momentos o melhor é o calor, mas em outros, o frio. A sabedoria está exatamente em ter andado vários trechos(com olhar atento), passado por várias experiências, vendo vários cenários, pois são eles que vão te fazer, aos poucos, mais sábio. Nota: sabedoria em grau total é coisa para muito, muito poucos nessa vida.
Só que nem por isso a gente joga a toalha e desiste de trilhar os caminhos, ter os aprendizados. Porque aí, usando mais uma metáfora (estou o homem das metáforas hoje) a vida é sim, uma caminhada, assim como a sabedoria. Então, se estamos saindo de A pra B, cada passo que damos nos afastando de A estamos nos aproximando de B. Acho que o exemplo é autoexplicativo.
Gostaria de trazer também(já que hoje falamos nas trilhas de conhecimento da vida, que fazem parte do que falei acima) uma sugestão de podcast, do Prof. Clóvis de Barros Filho, em que ele trata inclusive com mais profundidade dessa questão: https://spoti.fi/3vXVqoN. Se chama Inédita Pamonha (isso mesmo, mas se ouvir o episódio 1 vai entender).


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial