A revista Forbes divulgou, como é rotina, sua lista dos mortos que mais faturam atualmente. O líder ainda é Elvis Presley, com um rendimento aos seus herdeiros de US$ 52 milhões. Ele segue no topo da lista. (A matéria no site da Forbes, clique aqui.
Então é momento de novo de pensar: o que faz com que uma pessoa tenha tanto valor e proporcione tanto faturamento após a sua morte? A meu ver, uma série de fatores, entre os quais posso relacionar:
Fama e projeção obtidos durante a vida: e esta fama é proporcional tanto ao talento quanto à capacidade de se manter em evidência, quer por características positivas ou negativas. Certamente, se prevalecerem as características positivas a possibilidade de faturamento é bem maior. Porém, bad boys ou bad girls também acabam catalisando atenções, interesses e pensamentos.
Projeção e evidência: há uma grande mudança do tempo
Por outro lado – e justamente por estas facilidades tecnológicas – destacar-se tornou-se muito mais difícil. Na época
Outro aspecto: vida conturbada. As pessoas gostam demais de conhecer o que há debaixo do tapete das celebridades, como elas engordam, viram bulímicas, se drogam, brigam. Portanto, a celebridade ter uma vida conturbada, por incrível que pareça, poderá lhe render posteriormente. Incomodações e dinheiro.
Outro aspecto: morte prematura e circunstâncias da morte. A morte prematura sempre deixa – desde que a celebridade tenha de fato feito algo relevante em vida – um gostinho de quero mais, de que a pessoa, se vivesse mais, nos traria muito mais realizações. O que pode ou não ser verdade, mas que as pessoas pensam desta forma, pensam.
Finalmente, uma última característica, na verdade uma opinião: o fato de estarmos em um mundo com tanta falta de lideranças impele as pessoas para as celebridades, que teoricamente exercem esta função. Ícones, referências em um mundo tão fragmentado.

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