
Dando continuidade às sabatinas aos postulantes ao Governo do Rio Grande do Sul, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) recebeu, na tarde desta quinta-feira, 18, Vicente Bogo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O terceiro painel foi composto pela repórter do Jornal do Comércio Caren Mello e pela editora do Coletiva.net, Patrícia Lapuente. A mediação ficou por conta do diretor da Associação, Flávio Dutra. Ao falar sobre as fake news, o candidato ponderou ser um tema de difícil solução. A conversa pode ser conferida no Facebook da entidade, que transmitiu ao vivo o evento.
Bogo revelou que já não mais pensava em atuar politicamente em algum cargo público. Porém, com a chegada da pandemia e os problemas econômicos relacionados, ele voltou a considerar uma disputa pelo Senado por pensar que poderia contribuir no debate político. Após Beto Albuquerque declinar a disputa pelo Piratini, e já filiado ao PSB, ele aceitou o convite de se lançar como concorrente ao Governo do Estado. “O partido me convidou e eu abracei, há 15 dias, a candidatura”, explicou.
Ao ser perguntado por Patrícia sobre o problema das fake news, Bogo ressaltou ser um tema que “não é de fácil solução”, disse. Respondendo à pergunta, ele ainda lembrou o Marco Legal da Internet (Lei 12.965), aprovado em 2014, que busca disciplinar o uso da internet no Brasil. Ele sugeriu uma revisão da Legislação. “Não sei se é possível, por falar de liberdades individuais, estadualizar o assunto, mas se pudesse, deveríamos considerar”, opinou. O entrevistado, porém, ponderou que não se deve buscar censurar ou coibir veículos de Comunicação por erros.
Quanto ao apoio ao mercado da Inovação, Bogo se disse a favor de investimentos do Estado na área. Disse que a aplicação de verba deveria se dar, também, por meio de incentivos à educação, em especial, à Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs). “O Governo tem que apoiar, mas precisa fazer isso em apoio à formação científica e tecnológica com as universidades”, opina.
TVE como instrumento de cidadania
Outro ponto levantado pela editora do Coletiva.net foram as mudanças na gestão da TVE e da FM Cultura após a extinção da Fundação Piratini. Apesar de dizer que não tem, ainda, um estudo sobre a viabilidade do projeto, Bogo propôs que as emissoras tivessem sedes regionais de apoio a prefeituras para informar a população. “A TV poderia ser um instrumento de cidadania, de grande valia para o cidadão”. Ele ainda defendeu a existência de um conjunto de diretrizes aprovadas pela Assembleia Legislativa para organizar a programação do veículo, para que ele não seja utilizado como “um instrumento do governo”.
No encerramento da sabatina, foi realizada a leitura do Termo de Compromisso com a Transparência e Liberdade de Informação, proposto pela ARI, que está sendo apresentado a todos os candidatos entrevistados. Bogo disse concordar integralmente com o conjunto de propostas e assinou o documento.
Confira a entrevista completa logo abaixo:
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