Na última sexta-feira, 8, Elon Musk anunciou o cancelamento do acordo de 44 bilhões de dólares para a compra do Twitter. Segundo o bilionário, a rede social violou várias cláusulas do negócio anunciado em abril. Com o pronunciamento do dono da Tesla, as ações da companhia chegaram a despencar 7% no pregão estendido e fecharam em queda de 5,1%, a 36,81 dólares. O empresário tinha acertado a aquisição por 54,20 dólares por ação.
Em comunicado, os advogados de Musk afirmaram que o Twitter “ignorou múltiplos pedidos de entrega de informação e algumas vezes os rejeitou por razões que não parecem justificadas”. Os dados solicitados eram sobre o número de contas falsas ou de spam na plataforma. Outro motivo pela desistência da compra, segundo Musk, trata-se da demissão de executivos de alto escalão da rede social, além de um terço da equipe de aquisição de talentos.
Segundo o bilionário, isso viola a cláusula do acordo que determinava que a empresa tinha obrigação de “preservar substancialmente intactos os componentes materiais de sua atual organização”. Por outro lado, o presidente do conselho de Administração do Twitter, Bret Taylor, afirmou que a companhia planeja ir à justiça para assegurar que o negócio seja efetivado. “Estamos comprometidos em obter a conclusão da transação no preço e termos negociados com Musk”, disse.
Os termos do negócio estabelecem que Musk terá que pagar um bilhão de dólares em taxa de cancelamento se a transação não for concluída por motivos como: problemas para assegurar financiamento para o preço acordado ou impedimento da transação por reguladores. A cláusula de rompimento, porém, não se aplicaria nos casos em que o bilionário decida cancelar por si só o negócio.

