O ano de 2021 foi marcado por embates entre grandes marcas nos julgamentos do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Isso porque, em levantamento realizado pelo portal Meio & Mensagem, com base nas informações disponibilizadas pela entidade, no ano passado foram 303 processos julgados pelo órgão, sendo que, entre eles, 70 resultaram em arquivamentos e 233 terminaram com recomendações de sustação, alteração e advertência. As empresas Ambev e TIM lideram o ranking, com seis punições cada.
O posto de primeiro lugar não é uma novidade para a produtora de bebidas, que chega ao quarto ano consecutivo encabeçando o ranking, com casos envolvendo Bohemia, Brahma, Budweiser, Michelob Ultra, Stella Artois e o aplicativo Zé Delivery. Contudo, a marca é acompanhada pela operadora TIM desta vez, contestada pelas concorrentes pela disponibilização da rede 5G e pela afirmação de “maior e melhor cobertura do Brasil”, considerada genérica.
Ainda conforme a sondagem, outra disputa foi entre os grandes e-commerces do País, que pleiteavam o direito de explorar na publicidade a afirmação de entrega mais rápida. Essa concorrência também acabou colocando Americanas, Magazine Luiza e Mercado Livre no ranking.
Redes sociais lideram reclamações
Das 286 representações abertas ao longo de 2021, muitas ainda não foram julgadas. Deste total, 46% se referem a ações publicitárias feitas nas redes sociais, mídia que mais cresceu nos últimos anos na demanda por reclamações ao Conar. Em 2017, as denúncias de postagens na internet representavam apenas 15% dos processos abertos.
Contudo, durante a pandemia, essas ações atingiram um pico histórico, totalizando 51% em 2020. No mesmo período de cinco anos, as reclamações envolvendo veiculações na TV caíram de 21% em 2017 para 14,5% no ano passado.
Confira a lista dos anunciantes mais punidos pelo Conar em 2021:
– Ambev (6 condenações)
– TIM (6 condenações)
– Americanas (4 condenações)
– Eleve Suplementos (3 condenações)
– Grand Cru (3 condenações)
– Magazine Luiza (3 condenações)
– Mercado Livre (3 condenações)
– Nutrin Group (3 condenações)
– P&G (3 condenações)
– Reckit (3 condenações)
– Candide (2 condenações)
– Cervejaria Cidade Imperial (2 condenações)
– Cervejaria Petrópolis (2 condenações)
– Eleve Life (2 condenações)
– Estrela Viva (2 condenações)
– Grupo SBF (2 condenações)
– Happy Hair (2 condenações)
– Johnson & Johnson (2 condenações)
– Kabum Comércio Eletrônico (2 condenações)
– Kwai (2 condenações)
– Nestlé (2 condenações)
– PagSeguro (2 condenações)
– Popeyes (2 condenações)
– O Boticário (2 condenações)
– Oi (2 condenações)
– Unilever (2 condenações)


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