O último ano foi de comemoração para a Bistrô. Além de ter completado 15 anos de presença no mercado – celebrados em uma convenção de três dias, que reuniu todo o time da agência -, Gabriel Besnos avaliou que o período demonstrou a solidez da empresa em termos de posicionamento, reconhecimento do mercado e resultado financeiro. “Aumentamos nossa equipe, chegando a 65 pessoas que contemplam os mais diversos serviços de Comunicação para nossos clientes”, salientou o sócio e vice-presidente de Criação, em conversa com a reportagem de Coletiva.net.
Além disso, 2022 também ficou marcado pela ampliação da carteira de clientes e pelo aprofundamento do relacionamento com as contas de longa data. “Tivemos um ano de grandes trabalhos na rua e um olhar muito apurado para dentro de casa, para a gestão”, contou Besnos. O executivo ainda revelou que está em finalização um processo de consolidação de governança junto a uma consultoria externa, “que está colocando a Bistrô em bases muito sólidas para o futuro”.
De dentro para fora
Em 2022, a empresa atingiu integralmente as metas de diversidade, que incluem equidade de gênero na criação, percentual mínimo de 20% de negros no time e na liderança e acolhimento total a pessoas LGBTQIA+, que, de acordo com Besnos, são mais de 50% da Bistrô, com 6% de pessoas trans. “Esse ambiente levou ao reconhecimento, pelo segundo ano consecutivo, do Great Place To Work, ampliando a nota média da empresa para 96”, celebrou.
Para o gestor, um dos trabalhos mais importantes realizados no período foi o case ‘Ser linda é poder’, feito para a Dakota. A ação foi reconhecida como prata no ‘Top de Marketing’ da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS) e ouro na categoria ESG do ‘Salão ARP’. “A campanha trouxe visibilidade para mulheres com deficiência na moda, a partir da cocriação de uma linha de calçados com recursos de acessibilidade entre a Dakota e a digital influencer Bella Savaget”, explicou.
Ações com celebridades como Juliana Paes, para a Dakota, Claudia Leitte, para a Kolosh, e o ex-jogador de futebol Tinga, para a Tintas Killing, além do trabalho com influenciadores e criadores digitais também foram destaques. “Conquistamos a conta de comunicação interna do Grupo Carrefour Brasil, após desenvolver a prestação de contas à sociedade em relação às ações antirracistas da companhia por meio da plataforma naovamosesquecer.com.br”, contou.
Além disso, a Volvo do Brasil contou com a Bistrô para desenvolver um trabalho interno de diversidade de gênero, com vistas à ampliação do número de mulheres nas fábricas. “Por fim, destacamos o início do atendimento às contas da Uniodonto Porto Alegre e da Universidade do Vale do Taquari (Univates), conquistas de 2022, com campanhas já no ar”, destacou. Por isso, no que diz respeito às finanças, para o executivo, a ampliação da produtividade e lucratividade fez do último ano o melhor da história da empresa.
Crescimento e diversidade
Besnos entende que 2022 se encerrou com esperança de maior diversidade, representatividade e inclusão no mercado e no País. “Acreditamos que uma sociedade melhor representada em instâncias de poder (nos governos e nas empresas) é capaz de construir o Brasil que todos sonhamos”, defendeu. Para o CEO, é preciso eliminar a miséria e ampliar o consumo, para que a economia gire e todo o País cresça.
De acordo com o gestor, o investimento acontece quando existe demanda e, por isso, tem esperança em ver “mais racionalidade e foco em evidências na definição das políticas públicas, que impactam diretamente a vida das pessoas e das empresas”. Aliado a isso, ainda espera que o associativismo e a cooperação sejam estimulados no Brasil e que os empresários estejam mais sensíveis à pauta da diversidade: “Há uma série de estudos demonstrando melhores resultados em empresas mais diversas. A Bistrô é um exemplo disso”.
Neste ano, acredita que o Brasil passará por um “crescimento modesto”, por se tratar de um ano de transição. Para ele, o sucesso do mercado publicitário depende da ampliação do consumo das famílias. Por isso, considera que iniciativas de renegociação de dívidas, reconstrução de um programa de renda mínima mais consistente e capilarizado, bem como o destravamento de obras de infraestrutura podem gerar um ciclo positivo na economia.
Outro movimento importante na visão de Besnos é a reforma tributária, o que também exige atenção para compreender como ela impactará o setor de serviços. “Seria fundamental também um distensionamento institucional no País, o que parece o mais difícil no momento em que vemos ainda muita radicalização. Esperamos crescimento em setores que atendemos, como construção civil, educação e o varejo de moda, por exemplo”, finalizou.

