Nada de trocadilhos ou de correções inteligentes na redação do Correio do Povo ou nas redes sociais. É que o jornalismo perdeu, nesta terça-feira, 26, o revisor Plínio Nunes. Aos 66 anos, o profissional, que enfrentava um câncer no intestino, foi internado na Santa Casa de Misericórdia, com infecção urinária, na última semana, e não resistiu a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico.
O jornalista, que atuou também na Zero Hora e no Diário Gaúcho, era conhecido pelos amigos pelo bom humor e por sua paixão pela Língua Portuguesa. O bageense também tinha outra marca registrada: a paixão pelo Guarany F.C. Em sua página no Facebook, o clube registrou pesar pela morte do torcedor. “Plínio era alvirrubro fanático e sempre falava do Guarany por onde passava. Desejamos que a família tenha forças para superar esta perda”, registra a mensagem.
Entidades e colegas de profissão também lamentaram o falecimento de Plínio. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS (Sindjors) publicaram notas lamentando a perda. “Plínio partiu, mas está na história no jornalismo gaúcho”, afirmou a publicação do sindicato.
Dentre as dezenas de postagens e comentários de luto sobre a morte de Plínio nas redes sociais, se manifestaram nomes como Luiz Artur Ferraretto, Renato Dorneles, Humberto Trezzi e Luiz Gonzaga Lopes. “Dava gosto passar uma notícia para o então redator Plínio Nunes. Em troca, eu recebia uma aula de português e de jornalismo. O texto final sempre ficava melhor e mais conciso”, escreveu Ferrareto. Lopes deixou uma mensagem ao colega: “Onde estiveres, espera aí um pouco, que estou preparando uns trocadilhos novos para a gente recitar”.
Coautor do livro ‘Anedotário do Rádio Gaúcho – 90 Anos de História’ e fundador do ‘Microfone, o Jornal do Rádio’, o jornalista ainda compartilhava piadas, causos e sua admiração pela obra do cantor Belchior, no blog Vida Curiosa. Plínio deixa esposa, quatro filhos e cinco netos.

