Como queriam as emissoras de TV, deve ser japonês o padrão de TV Digital escolhido pelo Brasil. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, assinou em Tóquio, com o chanceler japonês Taro Aso, um memorando de entendimento para instalação do sistema. “Nossa missão está cumprida”, afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa.
O memorando não atende a uma das principais demandas: a instalação de uma fábrica de semicondutores no Brasil. O documento diz que “o governo japonês valoriza as empresas japonesas que cooperem nos vários estudos para a modernização das indústrias relacionadas a serem feitos pelo Brasil, e estudem a possibilidade de investimentos futuros na indústria eletroeletrônica, incluindo a indústria de semicondutores e correlatos e cooperação na capacitação de recursos humanos”. Apesar disso, o governo está otimista. “A versão assinada do documento foi a quinta, e está muito mais objetiva do que as anteriores”, disse Hélio Costa. Segundo ele, a Toshiba enviará ao Brasil, em duas semanas, uma equipe técnica para trabalhar no projeto de viabilização da indústria de semicondutores. Técnicos do governo destacaram que a sul-coreana Samsung também estaria interessada em instalar uma unidade fabril no Brasil, logo depois dos japoneses.
O documento trata da escolha como uma decisão ainda a ser tomada, para não passar por cima do presidente Lula, que ainda deverá ratificar a escolha. “O Brasil vem estudando favoravelmente a implementação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital com base no padrão ISDB-T”, diz o memorando. “Caso esta opção venha a ser adotada, este memorando terá como objetivo essa implementação e a construção das bases para a viabilização e o desenvolvimento conjunto da respectiva plataforma industrial eletroeletrônica brasileira.”


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial