Por trás dos números bilionários, das políticas públicas, das práticas sustentáveis e das inovações que movimentam o Agronegócio, existe um desafio permanente: como traduzir um setor tão técnico e diverso em informação acessível, crítica e confiável? Presente no centro dos debates econômicos e ambientais, o agro molda discussões nacionais, mas ainda enfrenta ruídos e distanciamentos quando chega ao grande público. E foi justamente esse universo que a apresentadora Márcia Christofolli provocou no ‘Fala, Mercado’ desta semana, em Coletiva.TV.
O programa recebeu dois profissionais que vivem a Comunicação do setor diariamente: Bruna Karpinski, jornalista; e Nestor Tipa Júnior, fundador da AgroEffective, agência de Comunicação e Marketing estratégico para o agronegócio. Ambos estrearam no programa trazendo uma visão de dentro sobre os bastidores do que informa, forma opinião e conecta o campo com a sociedade.
Aproximar o agro da sociedade
Entre os temas debatidos, os convidados explicaram como o Jornalismo pode aproximar o agro da sociedade, especialmente ao evitar estereótipos e trazer mais contexto e diversidade de fontes. Também discutiram como a cobertura mudou com a entrada de novos canais e plataformas digitais, que ampliaram vozes, formatos e linguagens, mas também aumentaram a responsabilidade sobre checagem e precisão.
A abordagem técnica foi outro ponto relevante. Bruna e Tipa detalharam as dificuldades de comunicar conceitos complexos de forma clara, sem perder rigor. Eles compartilharam estratégias que vão desde o uso de metáforas até narrativas mais humanas, que revelam o impacto da produção agrícola no cotidiano do consumidor urbano.
Sustentabilidade
Outro ponto discutido foram os temas que devem ganhar mais espaço na imprensa nos próximos anos: sustentabilidade, mudanças climáticas, bioeconomia, tecnologia embarcada, rastreabilidade, segurança alimentar e os efeitos das dinâmicas globais sobre o mercado brasileiro.
Por fim, Bruna e Nestor compartilharam pautas marcantes de suas trajetórias. Eles comentaram sobre as histórias que os tocaram, ensinaram ou mostraram a complexidade do setor, reforçando a importância de um jornalismo atento, responsável e conectado à realidade de quem produz e de quem consome.

