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Chapa única que concorre à Fenaj divulga manifesto

Texto destaca a defesa da profissão, do direito à informação e da democracia

A chapa ‘Unidade na Luta’, única que concorre às eleições da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), divulgou manifesto em defesa da profissão, do direito à informação e da democracia. O texto destaca os compromissos fundamentais do grupo com as lutas coletivas da categoria. Além disso, alerta para a necessidade de organização entre os trabalhadores, para que enfrentem juntos as condições consideradas desfavoráveis ao exercício do Jornalismo.

Tendo como candidata à presidência da entidade a jornalista cearense Samira de Castro, a chapa reúne 35 integrantes indicados pelos Sindicatos de Jornalistas filiados à Fenaj. Os gaúchos que concorrem ao pleito são: Adroaldo Corrêa, como conselheiro fiscal, Celso Augusto Schröder, como secretário-adjunto de Relações Internacionais, e José Maria Nunes, como vice-presidente da Região Sul. Além disso, a atual presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), Vera Daisy Barcellos, também está disputando – de forma individual – para uma cadeira na Comissão Nacional de Ética (CNE).

Processo eleitoral

As eleições para escolha da nova diretoria executiva, vice-presidências regionais, secretarias, Conselho Fiscal e membros da Comissão Nacional de Ética acontecem em 26, 27 e 28 de julho. Podem votar todos os jornalistas que se sindicalizaram até abril de 2022 e estejam em dia com sua mensalidade. Esse será o primeiro pleito da história de 76 anos da entidade realizado de forma totalmente eletrônica e on-line.

Confira o manifesto na íntegra:

Mobilizar, lutar e avançar 

Jornalistas unidos em defesa da profissão, do direito à informação e da democracia

Os jornalistas e as jornalistas, assim como todos os trabalhadores e trabalhadoras do país, enfrentam uma dura realidade, a mais grave desde a redemocratização. Desmonte da legislação trabalhista, violação de direitos, aumento da violência contra profissionais, achatamento salarial, precarização da profissão e disseminação de desinformação são algumas imagens do cenário de devastação das bases socioeconômicas das democracias. Como consequência, toda a classe trabalhadora brasileira está ameaçada na sua condição de sobrevivência, que exige trabalho digno e renda.

Profissionais responsáveis por levar informações seguras e corretas à população brasileira, nós, jornalistas, temos o dever profissional e cidadão de enfrentar a barbárie que está à espreita. A nossa união neste momento difícil será decisiva para impedir que setores reacionários da sociedade brasileira, impulsionados pelo governo federal e por parcelas dos governos estaduais e do Legislativo, imponham barreiras para cercear a liberdade de imprensa e o direito ao trabalho da nossa categoria. 

É com esse propósito, de lutar e encontrar caminhos para avançar na organização da nossa profissão, que nos unimos. Jornalistas de todos os estados, das mais diversas áreas de atuação, juntamos esforços com o intuito de fortalecer a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e os Sindicatos da categoria. Mais do que nunca, precisamos de entidades sindicais fortes e atuantes.

Assumimos o compromisso de trabalhar para assegurar o Jornalismo como instrumento imprescindível de acesso da população à informação de interesse público. Para isso, precisamos lutar para requalificar o ingresso em nossa profissão com a volta da exigência de formação de nível superior específica em Jornalismo, pela melhoria do ensino de Jornalismo, contra pseudoprofissionais disseminadores de desinformação.

É urgente termos uma atualização da nossa regulamentação profissional, alinhada com a nova realidade do nosso trabalho, em que as plataformas digitais passaram a ser o principal meio pelo qual a população tem acesso a informações.

Entre as nossas prioridades, iremos colocar foco na recuperação do poder aquisitivo dos jornalistas e das jornalistas, corroído pela ganância das empresas e pelo descaso de gestores públicos. Não podemos tolerar as fraudes trabalhistas, os salários de fome, o crescente assédio nos locais de trabalho e, especialmente, as múltiplas formas de violência que se espalham por diversos setores contra jornalistas. 

Os crescentes casos de discriminação, racismo, machismo e sexismo deverão ser enfrentados com a promoção de iniciativas a favor da equidade de gênero e a valorização da diversidade, com foco na maior participação de mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+ no meio jornalístico.

Não menos importante será a nossa atuação para viabilizar a proposta de taxação das grandes plataformas digitais, destinando recursos para um Fundo Nacional de Apoio e Fomento ao Jornalismo. A defesa da democracia, ponto de sustentação de nossa gestão, passa pela democratização da comunicação, garantindo o acesso à informação de qualidade a todas as pessoas.

Fazemos um chamado aos jornalistas e às jornalistas para participarem das eleições de 26, 27 e 28 de julho de 2022 e se somarem à nossa luta.

Precisamos da união de todas e todos nessa caminhada em defesa dos nossos direitos!

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