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Cinco perguntas para João Stefanello

Formado em Produção Audiovisual pela PUCRS, gaúcho participou da primeira novela vertical da Globo

João Stefanello mora, atualmente, no Rio de Janeiro. - Crédito: Arquivo pessoal.

1.Quem é você, de onde vem e o que faz? 

Eu sou João Stefanello, um profissional muito interessado em relações humanas e nas possibilidades que surgem a partir delas, tanto na vida quanto no audiovisual.

Sou gaúcho e hoje divido minha atuação entre Porto Alegre e o Rio de Janeiro. Sou formado em Produção Audiovisual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Atuo como diretor e assistente de direção em projetos de cinema, televisão, séries e Publicidade, sempre com um olhar voltado para contar boas histórias, histórias que criam conexão e geram reflexão.

2.Como foi o início da carreira no mercado Audiovisual? 

O início da minha carreira no Audiovisual aconteceu ainda durante a faculdade. Desde o começo, eu já tinha clareza sobre o caminho que queria seguir, então fui muito ativo na busca por oportunidades, fazendo contatos, aproximando-me de profissionais do mercado e me colocando à disposição para projetos. Ainda no primeiro semestre, comecei a trabalhar como freelancer com produtoras do Rio de Janeiro.

Sempre que possível, em férias, feriados ou períodos em que conseguia conciliar com a faculdade, eu vinha para o Rio para trabalhar. Esse movimento foi importante para me inserir no mercado desde cedo e criar uma base de relações profissionais.

Após me formar, mudei-me para o Rio de Janeiro e passei a atuar de forma contínua no mercado. Trabalhei no canal infantil Gloob, do Grupo Globo, na equipe de conteúdo internacional. Após esse período, segui como assistente de direção e diretor em projetos de dramaturgia, cinema, séries e novelas. 

3.Como foi participar da equipe que produziu a primeira novela vertical da Globo? 

Participar da equipe que desenvolveu a primeira novela vertical da TV Globo foi muito importante para a minha carreira. Foi um projeto que me estimulou bastante, justamente por ser algo novo dentro de uma empresa com o padrão e a relevância da Globo.

Era um formato inédito, um território ainda em construção, e isso trazia um nível de desafio muito grande. Ao mesmo tempo, tínhamos um objetivo claro, manter a qualidade de produção já reconhecida da Globo, mesmo dentro de uma proposta inovadora.

Ao longo do processo, enfrentamos desafios naturais de um projeto pioneiro, principalmente na definição de linguagem e formato. Mas o resultado mostrou a força dessa iniciativa, com grande alcance de público e a abertura de espaço para novos projetos dentro desse modelo.

Mais do que os números, o que me marcou foi a possibilidade de participar de algo que inaugura um caminho. Projetos assim ampliam o repertório do mercado e nos colocam em contato direto com transformações importantes da indústria.

Esse não foi um caso isolado na minha trajetória. Tive a oportunidade de participar de outros projetos pioneiros, como a retomada do humor na TV Globo, em um trabalho com Regina Casé e Jorge Furtado.  

Também participei da primeira coprodução internacional da Globo com a Sony, baseada em uma história real durante a Segunda Guerra Mundial, com elenco internacional e produção em língua inglesa. Busco estar próximo desse tipo de projeto porque são experiências que desafiam e ampliam o olhar. 

4.Como você avalia o mercado da comunicação hoje em termos de velocidade e avanço tecnológico? 

O avanço tecnológico na comunicação sempre existiu, mas, na minha opinião, hoje ele acontece em uma velocidade muito maior. Isso exige adaptação, atenção e entendimento do que está acontecendo. Ao mesmo tempo, acredito que nada substitui o ser humano, especialmente em um trabalho como o meu, que envolve equipes grandes e uma construção coletiva diária.

A troca genuína entre pessoas, o tom de voz, a empatia e o cuidado continuam sendo fundamentais. Boas histórias nascem das pessoas e das relações entre elas, e isso, na minha visão, ainda está distante de ser substituído pela tecnologia.

Por outro lado, esse avanço também traz certa ansiedade e nos provoca a refletir sobre os nossos próprios hábitos. Muito do que está sendo produzido hoje é resultado direto do que consumimos como sociedade.

Quando falamos, por exemplo, de novos formatos e diferentes durações, isso também passa por uma pergunta importante: que tipo de conteúdo estamos consumindo?

Vejo esse momento como uma ampliação de possibilidades. Existe espaço para diferentes formatos, linguagens e tempos de consumo, e essa diversidade faz parte do audiovisual e do mundo. 

5.Quais são os seus planos para daqui a cinco anos? 

Pensar em um horizonte de cinco anos, para mim, passa muito por um momento que venho vivendo agora. Recentemente, concluí uma pós-graduação em Psicologia Positiva pela PUCRS, que nasceu de uma busca mais profunda por autoconhecimento e entendimento de como me posiciono no meu caminho profissional e pessoal.

A partir disso, tenho olhado para o futuro de uma forma um pouco diferente. Claro que existem objetivos profissionais, novos projetos e caminhos que quero seguir, mas hoje um dos meus principais desafios é viver o presente de forma mais consciente e alinhada com as minhas escolhas.

Vejo meus próximos anos como um processo de evolução contínua, tanto pessoal quanto profissional, buscando entender com mais clareza os espaços que quero ocupar, com quem quero estar e quais histórias quero contar. Ao mesmo tempo, me aproximo cada vez mais de espaços de troca. Tenho participado de encontros em escolas de atuação e espaços culturais, conduzindo conversas e também desenvolvendo oficinas e workshops, sempre com a ideia de compartilhar experiências e aprender com outras pessoas.

Esse movimento tem sido muito importante para mim, porque reforça algo em que acredito: o trabalho que faço é essencialmente humano, e essa troca direta com outras pessoas amplia meu olhar e também influencia os caminhos que escolho seguir. Mais do que um plano rígido, diria que meus próximos anos estão direcionados a seguir evoluindo, fazendo escolhas mais conscientes e me envolvendo em projetos e relações que façam sentido para mim.

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5 Comments

Paulo Debortoli

O João é talento,profissionalismo puro, sabe fazer com criatividade e muita capacidade.

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GENI DE ABREU FERREIRA FRAGA

Parabéns João pelas suas conquistas e desejo muito sucesso em toda sua jornada.
Um ser humano maravilhoso, grande profissional e tem um grande coração.
Quando fazemos o que amamos com carinho e respeito tudo prospera.

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Ruth Chérem

Tive a sorte de conhecer e trabalhar com esse humano e profissional incrível. Tenho como certeza que ele tem e vai contribuir muito pra essas novas linguagens que estão chegando.

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Baby Marques

Adorei a forma que descreve o seu trabalho e também colocando o coletivo, o ser humano como parte.

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