1-Quem é você, de onde vem e o que faz?
Sou mulher, gaúcha, nascida e criada em Porto Alegre, onde faço a minha vida acontecer há mais de 40 anos.
2 – Por que escolheu o Jornalismo?
O Jornalismo esteve presente na minha rotina familiar desde muito cedo. Na nossa casa, o jornal impresso estava na porta de manhã quando acordávamos, o rádio era sintonizado nas notícias e a televisão, ligada à noite, exibia o telejornal antes da novela. A influência não para por aí. Sou de uma família com muitos jornalistas – até meu pai, que hoje é médico, já atuou como jornalista. Mas, a escolha profissional teve um marco prosaico: o desejo de escrever sobre o Brasil para o exterior. A escolha do “x” do vestibular foi durante um intercâmbio aos Estados Unidos, quando meu contato com o Brasil era por meio do jornal impresso, o The Dallas Morning News. Eu comprava o exemplar em máquinas de rua – as vending machines – por uma moeda de quarter $ 0,25. Na publicação, quando havia citações do Brasil, eu só lia sobre inflação e violência. Daí o desejo ingênuo de abordar pautas mais bacanas sobre o meu País de origem.
3 – Como foram esses primeiros meses na Cartola Conteúdo?
A Cartola Conteúdo tem sido um desafio dos bons na minha carreira. Ainda que eu tenha tido experiências de gestão antes, pela primeira vez, assumo como sócia do negócio, o que representa uma responsabilidade ainda maior. Neste pouco tempo, posso afirmar que cumpri minha missão de atrair clientes para o braço editorial da Cartola – que vinha adormecido. Já são quatro clientes de conteúdo e daqueles de encher meu coração de alegria. Eu tive a sorte de os primeiros clientes que eu atendo serem instituições e empresas que, ou fazem parte da minha trajetória de formação profissional, ou com as quais já me relacionava como consumidora. São clientes que eu respeito demais e estão totalmente alinhados com os meus valores pessoais e profissionais.
4 – Você vem de experiências em veículos de Comunicação, como Grupo RBS, Band, Terra, Rádio e TV Unisinos. E, agora, assume função em uma agência de conteúdo. Como é para ti essa mudança?
As agências de conteúdo como a Cartola – que foi pioneira – surgiram de uma ampliação de demandas editoriais. Cada vez mais empresas e instituições percebem valor em se posicionar editorialmente, ou seja, ir bem além de campanhas de venda de produto e conversão para construir interações de qualidade com os seus públicos por meio de conteúdos inovadores, institucionais, épicos, aprofundados e produzidos por jornalistas com autoridade profissional. A agência é especialista em estratégia de conteúdo e proporciona como resultado a diferenciação de marca e a melhora na reputação, além de trabalhar competências digitais como posicionamento em SEO, circulação omnichannel, CRM, etc. O desenho da experiência de consumo do conteúdo é fascinante e, posso te afirmar, o entusiasmo de ver os infoprodutos circulando é muito parecido com o sentimento do fechamento de um telejornal, impresso ou de uma cobertura on-line.
5 – Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?
Em cinco anos eu serei uma pessoa ainda mais feliz, próspera e realizada na vida pessoal e profissional. Pela agência, por certo, terei “tirado da cartola” lindos trabalhos para qualificar o Marketing de conteúdo dos nossos clientes e terei também avançado nos meus projetos autorais que conversam com meus estudos acadêmicos e propósito como jornalista. Enxergo o crescimento da Cartola com projetos autorais de conteúdo, alinhados a questões pulsantes na área da Comunicação. Um deles, que gostaríamos de viabilizar na Cartola, é o ‘Sabe’ (sigla para Saúde e Bem-estar), o projeto que desenvolvi no curso de empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico (Sedetec) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ao final do meu doutoramento. O ‘Sabe’ se propõe a ser um canal de verificação de fake news na área da saúde, com desenvolvimento de inteligência artificial para alertas de circulação de mentiras e pautas que possam engajar a indústria farmacêutica, os planos de saúde, os governos, os profissionais da área de Saúde e a sociedade em geral para combatermos juntos a “infodemia”, um problema importante para a Saúde Pública no Brasil.
