A comunicadora e filósofa Celia Ribeiro faleceu aos 96 anos, nesta quinta-feira, 25, em Porto Alegre. Conforme matéria divulgada no Jornal do Comércio, a neta Laura Schirmer informou que Celia estava internada no Hospital Moinhos de Vento, mas a causa da morte não foi divulgada. Com formação em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em 1957, iniciou os passos no teatro, mas ao decorrer do tempo migrou para a área do Jornalismo. O velório e sepultamento ocorrerão nesta sexta-feira, 26, no cemitério Jardim da Paz.
Aos 26 anos, começou a carreira como crítica teatral no jornal A Hora, local onde também conheceu o marido, o jornalista Lauro Schirmer (In memoriam). Com atuação na televisão gaúcha, a comunicadora estreou produzindo a atração ‘O Mundo da Mulher’, na TV Piratini. Em 1964 foi convidada para comandar o ‘Programa Celia Ribeiro’, na TV Gaúcha. Passados oito anos, houve a criação do ‘Jornal do Almoço’, onde se tornou apresentadora do bloco Variedades. Ainda atuou de 1970 a 1992 no Segundo Caderno’ de Zero Hora, e após, como colunista semanal na Revista Donna por 24 anos. Foi em 2016 que ela anunciou a aposentadoria.
Além de atuações no âmbito jornalístico, Celia também escreveu livros que abordam sobre etiqueta, gastronomia, história e viagens. Essa trajetória como escritora se iniciou com a obra ‘Etiqueta na Prática’, em 1991. Na área de culinária surgiram as escritas ‘Manual de Sobrevivência Inexperiente’, de 1995, e ‘Receitas de Yayá Ribeiro’, em 2002. Nas últimas obras, a escritora escreveu sobre a família, como: ‘Fernando Gomes – Um Mestre no Século 19’, contando sobre a história do bisavô, e ‘Jornalista Farroupilha’, recordando as aventuras do trisavô Vicente Ferreira Gomes. Em notícia de GZH, mencionam que a capacidade dela em transmitir ideias, independentenente da plataforma, ultrapassou as linguagens de cada geração.

