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Exclusivo: ARI avalia o trabalho da imprensa gaúcha no primeiro turno das eleições

Entrevistas com eleitores, candidatos e autoridades, boletins ao vivo e atualizações nas redes sociais fizeram parte da atuação dos veículos

Não é por acaso que as disputas eleitorais são conhecidas como as ‘Copas do Mundo do Jornalismo’. No último domingo, 2, a imprensa esteve mobilizada em peso na cobertura do primeiro turno do pleito de 2022. Entrevistas com eleitores, candidatos e autoridades, reportagens especiais, boletins ao vivo e atualizações constantes nas redes sociais fizeram parte da força-tarefa realizada por diversos veículos. Procurada pelo Coletiva.net, a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) fez uma avaliação dessa atuação.

Na visão do presidente da entidade, José Nunes, o trabalho da cobertura eleitoral esteve mobilizado de forma predominante nas transmissões de rádio e postagens digitais. “Durante a votação, a cobertura transcorreu em plena normalidade, com entrevistas de candidatos e eleitores e comentários dos profissionais”, apontou. Embora o momento da divulgação da apuração tenha gerado desconforto pela discrepância entre os resultados e as pesquisas eleitorais, para o jornalista, “a maioria dos veículos que contrataram e divulgaram as pesquisas registrou o episódio de forma transparente”.

Questionado se a ARI recebeu algum relato de violência contra os profissionais da imprensa, Nunes afirmou que nenhum episódio foi registrado e destacou o trabalho desenvolvido pela entidade na edição do portal ‘Tambor da Aldeia’, que compila ocorrências de agressões contra jornalistas no País e no mundo. Apesar do aumento na frequência dos ataques contra a categoria, o presidente ponderou que, com a proliferação das fake news durante a pandemia, o público recorreu ao Jornalismo profissional para se informar e orientar.

Segundo turno

Por fim, Nunes afirmou que a entidade acompanha com preocupação o “acirramento da polarização política no Brasil”, que tende a se acentuar no segundo turno. Por conta disso, orientou que profissionais e veículos de Comunicação associados informem com “independência e ética”, oferecendo opiniões plurais ao público, que, dessa forma, “poderá assumir de forma consciente o seu posicionamento na escolha dos governantes”. “A ARI defende, acima de tudo, o respeito aos resultados das urnas”, finalizou.

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