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Fim das negociações: Sindjors celebra avanços no Acordo Coletivo

Profissionais que recebem o piso salarial terão reposição inflacionária integral

A quinta e última rodada de negociação do Acordo Coletivo 2022/2023 terminou com avanços nas propostas econômicas apresentadas pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) ao Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul (Sindijore) e Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (SindiRádio).

O principal destaque é a reposição inflacionária integral para os profissionais que recebem o piso salarial, ou seja, um reajuste de 11,90%, que será pago em duas parcelas. Trabalhadores da Capital receberão, na folha de julho de 2022 – com pagamento até 5 de agosto -, 5,95% deste valor, equivalente a R$ 2.957,78. Outros 5,62%, que representam R$ 3.123,89, serão acertados em janeiro de 2023. Profissionais do interior, que não têm o piso unificado com Porto Alegre, receberão, nos mesmos períodos, R$ 2.518,63 e R$ 2.660,08, respectivamente.

Para quem recebe salário acima do piso e até R$ 5.000,00, ficou estabelecida a reposição de 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um reajuste de 9,52% a ser feito também em duas parcelas: 4,76% na folha de julho de 2022 e 4,54% em janeiro de 2023. Já os profissionais que ganham a partir de 5.000,01 terão direito a 70% do INPC, um acerto de 8,33%. Nesse caso, será pago 4,17% na folha de julho deste ano e 3,99% em janeiro do ano que vem. Além disso, as diárias de viagem passam a ser de R$ 71,78 e o Auxílio Creche de R$ 349,25.

Patronais cederam

Vale lembrar que, em 13 de junho, no início das negociações, a patronal oferecia apenas 80% do INPC para os jornalistas que recebem o piso; 60% para quem ganha do piso até R$ 4 mil; 40% para aqueles que embolsam de R$ 4 mil até R$ 6 mil; e apenas um valor fechado de R$ 285,60, a ser pago em duas vezes, para os salários a partir de R$ 6 mil. Porém, representantes do Sindijore e SindiRádio acataram as argumentações apresentadas pelos diretores do Sindjors nas reuniões anteriores e, em 6 de julho, chegou-se aos resultados apresentados.

A presidente da entidade representativa dos jornalistas, Vera Daisy Barcellos, salienta que o resultado “foi bom, se comparado com o cenário das negociações salariais”. Isso porque, de acordo com uma análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) dos acordos com data-base em maio, 54,5% dos reajustes ficaram abaixo da variação do INPC.

Responsável pela construção da proposta da data-base 2022/2023, a diretora Rosa Pitsch ainda propõe que a luta pela unificação dos pisos da Capital e do Interior, que não teve avanço nessa mesa de negociação, precisa ser retomada e reforçada pela categoria. “Apesar de derrubada pela patronal, a tese de unificação do piso para profissionais que desempenham suas atividades em Porto Alegre e nas cidades de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rio Grande e Pelotas não será abandonada pelo Sindjors e voltará a ser negociada no próximo ano”, salienta.

Laura Santos Rocha e Pedro Guilherme Dreher, respectivamente primeira e segundo vice-presidentes, também participaram das negociações. Além deles, a tesoureira Silvia Fernandes e a primeira secretária Carla Rosane Pacheco Seabra.

Saiba mais:

Sindjors dá andamento às negociações do Acordo Coletivo 2022/2023

Acordo Coletivo: Sindjors e patronais realizam terceira rodada de negociação

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