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Incrível: relata jornalista que atuou em empresa de transmissões da Copa 2022

“Foi uma experiência incrível, tanto em termos de carreira, em que pude fazer uma atividade nova e aprender muito sobre futebol, sobre os atletas e sobre produção de TV, como também do lado pessoal.” Assim Maria Polo analisou o trabalho pela HBS TV, empresa responsável pelas transmissões televisivas da Copa do Mundo de Futebol de 2022, bem como de outros megaeventos. O Mundial foi o segundo pela qual a jornalista- que, apesar de nascer em São Paulo, se considera um pouco gaúcha pela mãe e a família serem do Rio Grande do Sul, além de ter começado a carreira no Estado –  atuou, mas ela também já participou de três edições dos Jogos Olímpicos. Em conversa com a reportagem do Coletiva.net, a comunicadora  compartilhou a vivência no mundo árabe.

A HBS TV é a base para todas as outras emissoras no mundo. Afinal, a companhia é quem realiza, em parceria com a FIFA, tanto o planejamento quanto a execução de todo conteúdo em vídeo. Depois, os serviços ou produtos, como sinal, imagens, matérias e estrutura de televisão, são vendidos para todos os veículos que cobrem o evento. 

No Catar, Maria foi produtora do ‘Editorial Picks’ (em tradução livre ao português, a escolha do editor) do site em que os profissionais de mídia tinham acesso às imagens dos jogos e outros conteúdos em vídeo. “Basicamente, eu e a minha equipe fazíamos uma curadoria da produção da HBS, horas e mais horas de material, assim ajudando os jornalistas a encontrar o que havia de melhor e mais imperdível”, explicou, ao mencionar que é um trabalho de contratos temporários, em um esquema de freelancer. 

Crescimento profissional e pessoal

Gaúcha trabalhou na Copa 2022. Crédito: Acervo pessoal

Conforme a jornalista, o acontecimento lhe deu a oportunidade de conhecer pessoas de diferentes países, colegas de trabalho, turistas e torcedores, além de fazer amigos e reencontrar outros. Para a profissional, trabalhar com pessoas de outras culturas é sempre um desafio, pois são muitas diferenças de forma de atuação e de profissionalismo. “O brasileiro é muito brincalhão e informal e nem todo mundo é assim”, destacou. 

A cada experiência como essa, no entanto, ela sente que cresce como pessoa e como profissional, aprende a ter mais empatia, confiança e flexibilidade. “Também é muito legal para eu ver como o profissional brasileiro se destaca e é bem visto lá fora. Não tem uma pessoa que não abra um sorriso quando conhece alguém daqui”, completou.

Sobre o diferencial desta edição, Maria acredita que é o momento atual, em que se está saindo do auge da pandemia de Covid-19 “que afetou todo o planeta e nos tirou muito a alegria que o esporte coletivo nos proporciona”. A produtora lembrou que esse foi o primeiro evento esportivo de grande porte que teve público normalmente de novo, “então foi muito especial ver as torcidas nos estádios, nas ruas, as pessoas acompanhando as partidas seja onde for”. 

Para realizar o trabalho, a ´profissional viveu um mês no país árabe, que possui uma cultura bem diferente da brasileira. A jornalista afirmou que, apesar disso, foi muito bem recebida e conheceu indivíduos incríveis e muito gratos por viverem em um país seguro e com oportunidades. Para a comunicadora, é preciso respeitar as variadas visões de mundo. “Não existe uma só forma de viver, assim como não existem soluções simples para problemas complexos. Quanto mais eu tenho a oportunidade de conhecer novos lugares, mais eu tenho certeza disso”, ressaltou.

Início e futuro

Egressa da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Maria Polo iniciou a trajetória na HBS TV em 2014, como estagiária na Copa de 2014 no Brasil, quando ainda era aluna da instituição. Ela explicou que os integrantes da empresa procuravam estudantes de Comunicação, Relações Internacionais e Engenharia, que falassem inglês e outros idiomas, para integrar o time. 

“É um programa muito legal que acontece na maioria desses eventos, pois esse tipo de empresa precisa de pessoas locais, que falem a língua e entendam aquela cultura, para contribuir na organização. Dessa forma, eles deixam um legado para o país e ainda recebem essa ajuda”, enalteceu a profissional que agradeceu o incentivo dos professores Fabian Chelkanoff e Juan Domingues para a participação. “Naquela época, eu não podia imaginar o impacto que isso teria na minha carreira”, acrescentou. 

De lá para cá, além do Mundial no Brasil, ela trabalhou nos Jogos Olímpicos de Verão Rio 2016 e Tóquio 2020 (que foram em 2021 por conta da pandemia) e nos de Inverno de Pequim 2022. Como os contratos são pontuais, ela não sabe precisar quais serão os próximos.“Mas espero, de coração, estar nas Olimpíadas de Paris 2024 e na Copa de 2026. Seria um sonho para mim participar também de uma Copa de Futebol Feminino”, finalizou. 

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