Está no ar, no Coletiva.tv, o episódio desta quinta-feira, 2, do ‘Fala, Mercado!’. Desta vez, a conversa gira em torno da sobrevivência do jornal impresso, os caminhos para manter a circulação e a longevidade dessas publicações. Para falar sobre o assunto, a apresentadora Márcia Christofoli recebe Marcelo Rech, consultor, colunista da Zero Hora e presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ). “Os jornais foram pioneiros na disrupção”, defendeu o jornalista, ao comentar a relação dos veículos com o ambiente on-line.
Quem sabatina Rech é Maicon Bock, secretário de Comunicação de Novo Hamburgo, que já atuou como repórter e editor em veículos como Correio do Povo, Jornal VS, Metro Jornal, Terra e Zero Hora. “Como que você vê o futuro? Acredita que tem saída ou restarão apenas as edições digitais dos jornais?, provocou. Em resposta, o presidente da ANJ avaliou que a versão em papel apela a uma parcela da população que prefere consumir as notícias dessa forma. “O impresso tem início, meio e fim, então você controla o próprio tempo, administra a profundidade e mantém o foco absoluto na leitura”, explicou.
Em concordância, Bock ponderou que as publicações físicas hierarquizam a notícia e permitem que o leitor identifique o que é mais relevante, como uma espécie de curadoria. “Eu digo que quanto mais trabalha o editor, menos trabalha o leitor. Quando há mais empenho do veículo na organização e na sistematização das informações no impresso, é mais fácil para o público assimilar o contéudo”, completou Rech. Na entrevista, eles ainda trazem exemplos de jornais de penetração mundial e revelam um caminho alternativo: a segmentação de conteúdos.
Assista ao episódio de hoje na íntegra:

