Para Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove, 2022 foi o período para “virar a página” da pandemia, fortalecer relacionamentos e retomar laços com os clientes, os parceiros de mercado e a própria equipe. “Foi muito bom voltar a conviver em situações que requerem um novo nível de criação publicitária”, avaliou. Além disso, em conversa com a reportagem de Coletiva.net, ele ainda apontou as principais conquistas do período.
Neste ano, a Moove colocou na rua a campanha de lançamento do Banrishopping, além de ações institucionais para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS), como de combate à fome e ao feminicídio. “Ainda batemos recordes de inscrições no vestibular da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), entre muitas outras iniciativas”, pontuou. Outro motivo de celebração foi a maior participação da agência em eventos presenciais, seja como palestrante ou ouvinte. “Isso também faz crescer as soluções que levamos aos nossos clientes”, ponderou.
Somando forças
Dentro deste contexto, Fuscaldo entende que o mérito de qualquer agência é poder trabalhar em conjunto com as contas no atendimento. “Muitas marcas passaram a confiar na Moove em 2022, como a Avansat, as prefeituras de Canoas, Imbé e Osório e o Simers”, elencou. Além disso, a empresa desenvolveu projetos com as Organizações Cooperativas do Brasil nas regionais gaúcha, catarinense, paranaense e mato-grossense – Ocergs, Ocesc, Ocepar e Ocb/MT. “Estamos com ótima atuação em Brasília junto ao Conselho Federal de Contabilidade e à Fundação Ulysses Guimarães”, complementou.
O período também foi marcado pela conquista do primeiro cliente da Moove no Rio de Janeiro, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU/RJ), bem como o início de um projeto com a Sodexo. “Recebemos um reconhecimento do Brazil LAB, o selo GovTech, pois somos uma agência que faz acontecer o Marketing Digital junto a governos e instituições públicas que estão cada vez mais digitalizadas”, comentou. Com essa visibilidade, revelou Fuscaldo, houve a chegada da primeira conta internacional: a Glass, startup no Vale do Silício. “Estamos desenvolvendo uma plataforma para unir a comunidade GovTech de todo o mundo”, contou.
No entanto, mesmo em meio a tantas conquistas, o gestor lamentou a perda da head de Criação Laura Azevedo, que faleceu por conta de um câncer, no início do ano. “Ela nos deixou muito da sua estrela, e, claro, ver a partida de uma colega tão querida foi algo que ninguém queria”, afirmou. Por isso, Fuscaldo garante que a importância de ter bons relacionamentos em primeiro lugar é um dos aprendizados levados no dia a dia da agência. “Com isso, sabemos que podemos trilhar qualquer terreno. A Moove é 4 x 4, colegas jogando juntos”, explicou.
Duas décadas de Moove
Além das conquistas, em 2022 a agência celebrou duas décadas de atuação no mercado e, segundo Fuscaldo, nesse tempo foi possível atingir uma maturidade em relação à “previsibilidade financeira”. “Então, por mais um ano, estimamos corretamente como seriam os volumes de compra de espaços publicitários que realizamos para nossos clientes”, contou. Conforme o gestor, isso faz com que a Moove feche mais um período com resultado mais “sólido”.
No estágio atual da empresa, explicou o CEO, o maior questionamento é: “Qual deve ser nosso próximo investimento?”. Embora o desejo de ampliar a base de clientes seja natural, Fuscaldo admitiu que, cada vez mais, a Moove olha para “outras curvas de crescimento”. No atendimento às contas, a busca é por construir campanhas com mais variações criativas, de acordo com a segmentação do público. “Sabemos que esse refinamento vai trazer mais resultado para os nossos clientes”, defendeu.
Em 2022, o gestor esperava uma estagnação, mas foi surpreendido pelo aquecimento no mercado. “Agora, em 2023, eu continuo achando que vem uma recessão. Pois é isso que o raciocínio básico econômico nos diz: depois da inflação, vem a crise”, resumiu. No entanto, Fuscaldo ainda entende que isso se trata de um processo macroeconômico e que, para o próximo ano, o melhor a se fazer é se preocupar com aquilo que pode ser controlado. “O nosso mercado publicitário já está na sua maior alta histórica de investimentos”, ponderou.
Para o CEO, muitas novidades estão acontecendo: “Campanhas com mais segmentações criativas, e, por isso, mais relevantes, e baseadas em dados, ou seja, no que as pessoas fazem on-line, e, por isso, mais adequadas. Isso tudo gera crescimento”. De acordo com Fuscaldo, entende-se que o Design, a Publicidade e o Marketing podem revolucionar a forma como empresas e instituições resolvem o problema das pessoas. Além disso, com o selo GovTech, justificou o executivo, a agência se encontra em um momento único, visto que as soluções digitais das marcas precisam ser melhoradas. “É aí que empresas como a Moove entram”, finalizou.

