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Obras de Licínio Azevedo entram em cartaz na Cinemateca Paulo Amorim

Objetivo é apresentar uma retrospectiva da filmografia do documentarista

A partir desta sexta-feira, 2, a Cinemateca Paulo Amorim, da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736 – bairro Centro Histórico), em Porto Alegre, recebe uma retrospectiva da filmografia de Licínio Azevedo. Radicado em Moçambique, onde vive desde o final dos anos 70, o jornalista, escritor, roteirista, produtor e diretor de Cinema gaúcho acompanhará as sessões. As obras ficam em cartaz até 10 de dezembro, com exibições sempre às 19h.

Entre os filmes que serão apresentados estão: ‘O Tempo dos Leopardos’, de 1985; ‘A Árvore dos Antepassados’, de 1993; ‘A Guerra da Água’, de 1995; ‘Desobediência’, de 2002; ‘Virgem Margarida’, de 2012; e ‘Comboio de Sal e Açúcar’, de 2016. “Não foi fácil fazer uma curadoria do trabalho de Licínio e escolher os filmes que estão na mostra”, afirma o produtor cultural Carlos Caramez, que contou com o auxílio de Glênio Póvoas e Mônica Kanitz para a seleção das obras.

O projeto foi incentivado e apoiado pelo editor da revista Parêntese, Luís Augusto Fischer, e contou com a direção de produção de Cláudio Fagundes, da Cubo Filmes. O diretor do Iecine, Zeca Brito, e a coordenadora de Programação da Cinemateca Paulo Amorim, Mônica Kanitz, foram os responsáveis pela viabilização do projeto. 

Licínio Azevedo

Licínio Azevedo nasceu em Novo Hamburgo e se formou em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Na faculdade, começou a trabalhar como repórter policial de Zero Hora, até assumir como editor de Polícia na Folha da Manhã. Em São Paulo, trabalhou no Jornal da Tarde e em veículos da imprensa independente, como o Versus, Movimento, Repórter e Opinião. Em Porto Alegre, integrou a equipe do Coojornal, onde foi um dos ganhadores do ‘Prêmio Wladimir Herzog’, em 1980.

Tem no currículo mais de 12 longas, além de dezenas de documentários de média e curta-metragens. Em 1999, ganhou o ‘Prêmio Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural’, em Maputo, capital de Moçambique, pelo conjunto da sua obra. Em 2015, foi homenageado pela Cinemateca Portuguesa com o ciclo ‘O Espírito do Lugar: Licínio Azevedo, cineasta de Moçambique’. Além disso, é o único vencedor por três vezes do Festival Internacional de Produções Audiovisuais (FIPA), de Biarritz, na França.

Confira abaixo a programação completa na Cinemateca Paulo Amorim:

– 2/12: ‘O Grande Bazar’ (2006) / ‘Nhinguitimo’ (2021)

– 3/12: ‘Colheita do Diabo’ (1988) / ‘Ilha dos Espíritos’ (2009)                                                      

– 4/12: ‘Marracuene’ (1990) / ‘Hóspedes da Noite’ (2007)

– 6/12: ‘Desobediência’ (2012)

– 7/12: ‘A Árvore dos Antepassados’ (1994) / ‘Acampamento de Desminagem’ (2005)

– 8/12: ‘Comboio de Sal e Açúcar’ (2016)

– 9/12: ‘Virgem Margarida’ (2011)

– 10/12: ‘Night Stop’ (2002) / ‘Mãos de Barro’ (2003)

 

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