A balança comercial de produtos gráficos registra queda nos seis primeiros meses de 2007 depois de alcançar crescimento no ano passado. O motivo é um aumento de 41% nas importações brasileiras, que passaram de US$ 89,64 milhões no período anterior, para US$ 126,39 milhões no semestre analisado. Com isso, o saldo da balança comercial passa de US$ 55,96 milhões para US$ 22,59 milhões. Os dados são do Departamento de Estudos Econômicos da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), baseados no SECEX – Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e do Desenvolvimento.
Já as exportações somaram US$ 148,98 milhões, frente a US$ 145,60 milhões no mesmo período de 2006. Os segmentos que tiveram melhor desempenho foram Cadernos, com exportações de US$ 50,93 milhões (contra US$ 1,35 milhão de importação), seguido de Embalagens, com US$ 42,68 milhões (contra US$ 16,07 milhões de importação). A categoria Livros teve o pior resultado, com exportações de US$ 18,08 milhões, ante US$ 55,58 milhões importados, perfazendo um saldo negativo de US$ 37,50 milhões. Na seqüência aparece o segmento de Impressos Promocionais, com exportações de US$ 10,68 milhões, contra importações de US$ 16,76 milhões, acumulando saldo negativo de US$ 6,08 milhões.
Dentre os fatores que contribuíram para a queda do resultado da balança comercial, alguns parecem ser mais relevantes, como é o caso da valorização da taxa de câmbio, do aumento dos preços do papel e da crescente exportação de cadernos chineses ao mercado norte-americano.


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