O escritor e youtuber Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul após declarar, em um vídeo publicado nas redes sociais, que os evangélicos “não deveriam votar”. A investigação apura suposta intolerância religiosa. O caso passou a ser conduzido pela Delegacia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre, após a repercussão da gravação.
Procurado pela reportagem de Coletiva.net, Peninha afirmou que pretende se manifestar publicamente sobre o caso nos próximos dias. “Tenho muito a falar sobre”, disse o escritor. Segundo ele, os advogados o orientaram a não conceder entrevistas neste momento. Em nota encaminhada à reportagem, a defesa afirmou que “a liberdade de expressão é direito constitucional” e sustentou que o indiciamento será contestado no Poder Judiciário.
Sobre o caso
O inquérito foi instaurado depois da circulação de um vídeo em que o comunicador critica a influência de líderes religiosos sobre eleitores evangélicos. A gravação acabou removida das plataformas após decisão judicial.
Durante depoimento à Polícia Civil, Peninha optou por permanecer em silêncio. Ainda assim, os investigadores entenderam haver elementos suficientes para o indiciamento no âmbito da apuração por intolerância religiosa.
A investigação teve origem após representações feitas por parlamentares e lideranças ligadas ao segmento evangélico, que classificaram a fala como discriminatória e ofensiva à liberdade religiosa e à participação política dos fiéis. Conhecido nacionalmente pelo canal ‘Buenas Ideias’ e pelos livros sobre história do Brasil, Peninha reúne mais de um milhão de inscritos no YouTube e frequentemente repercute temas políticos e sociais em suas plataformas digitais.
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