O Telegram está na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve ser um dos primeiros assuntos abordados na volta do recesso. Isso se deve a preocupação dos ministros com o uso do aplicativo de mensagens como espaço para disseminação de fake news nas eleições deste ano.
Em 2021, o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, já havia entrado em contato com o CEO da empresa, Pavel Durov, para discutir formas de evitar que a ferramenta fosse usada por grupos que espalham desinformação, mas foi ignorado. A apreensão do tribunal se deve ao fato de que, nas últimas eleições, as redes sociais ganharam muita força no Brasil e têm o potencial de se tornarem decisivas para os resultados eleitorais mais uma vez.
Inclusive, a Justiça Eleitoral já está firmando acordos com WhatsApp, Facebook e Twitter – que recentemente adicionou ferramenta para denunciar fake news no País – para barrar conteúdos falsos e que prejudiquem o processo eleitoral brasileiro. A intenção da corte é contar com o Telegram nessa lista, contudo, a falta de respostas por parte do aplicativo pode levá-lo à suspensão.


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