“Sempre tive a postura de vida de me impor desafios”, define a diretora de Planejamento da Pública Agência de Comunicação, Magali Barbiani, ao explicar o que a levou a buscar no Jornalismo uma forma de superar a timidez. Além disso, o gosto pela escrita também fez sua parte: desde os 12 anos de idade, a poesia e o conto estão presentes na sua vida.
A “Barbiani” mais nova de quatro irmãs nasceu
Mesmo depois de entrar para o curso de Comunicação Social da Unisinos,
Depois da experiência no impresso, a próxima porta que se abriu foi o rádio. Primeiro esteve na rádio Caxias 930 AM, na área de produção. Depois, passou para a São Francisco AM 560, onde atuou como repórter e apresentadora de um programa, transmitido aos sábados e direcionado ao público feminino: o “Palavra de Mulher”. “Esse programa abordava o universo feminino, mas sempre com uma visão mais feminista, apesar de a sessão de maior audiência ser a de receitas”, relembra Magali, que confessa, aí, o início de seu “amor” pelo rádio.
Porto das oportunidades
Após quatro anos, um novo ciclo se iniciou na vida de Magali. Terminada a faculdade, decidiu retornar a Porto Alegre, deixando para trás o emprego na rádio São Francisco e um casamento com um caxiense: “Ele queria ficar lá, eu queria voltar. O mundo me aguardava”, brinca.
Na capital, a jovem profissional foi atrás das oportunidades: realizou uma produção independente de um programa sobre animais domésticos transmitido semanalmente pela TV Guaíba, o “Amigos da Casa”; associou-se a ex-colegas de faculdade, para formar um estúdio de Criação, o Estúdio A4, trabalhando como assessora de imprensa e redatora; atuou na FDRH (Fundação para o Desenvolvimento
Em seguida, passou no concurso do governo do Estado para a área de Comunicação na Secretaria do Desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que assessorava a então vereadora do PT Maria do Rosário e atuava na sociedade do A4, quando surgiu novo convite de Fuscaldo, desta vez para replanejar o setor de Publicidade do governo Antônio Brito. Foram dois anos, segundo Magali, em que cuidava toda a parte operacional do projeto.
Com o início do governo de Olívio Dutra, passou a fazer edição e introdução para o telejornalismo da TVE, onde permaneceu até pedir uma licença (sem remuneração) do cargo público, para ir trabalhar na Coletiva Comunicação & Marketing.
Descoberta Social
“Nesse tempo, surgiu o Terceiro Setor na minha vida, que foi um outro marco”, salienta Magali, ao lembrar do convite para trabalhar como gerente de Comunicação Social da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho: “Era uma área maravilhosa, e eu amei trabalhar nela e conhecer profundamente o setor. A área social apresentou-se como uma bandeira para mim”, complementa. Ela participou ativamente do crescimento da Fundação, que contribuía para a disseminação do pensamento social em todos os 49 veículos da RBS, no Rio Grande do Sul e
Com este novo desafio, a jornalista optou por desfazer-se da sociedade no estúdio e pedir sua exoneração do cargo público: “Sem o menor remorso”, confessa. “Para mim, o serviço público era como uma pseudoestabilidade”, complementa, opinando que, “hoje em dia, se o profissional deseja crescer, tem que vencer pelas suas condições”.
A FMS foi enxugada pela RBS e Magali atuou nela até o final de 2004, quando passou a trabalhar para Pública, onde se dedica ao aprofundamento da agência na área da comunicação institucional.
Nova fase, um projeto
Agora em maio e junho de 2007, Magali participou do programa Aprendiz 4 – O Sócio, reality-show apresentado e dirigido pelo publicitário Roberto Justus, na TV Record, onde competidores resolvem tarefas em grupos e disputam o prêmio final: R$ 1 milhão para abrir uma sociedade com o apresentador. O projeto de Magali era focado
Ela acredita que a participação no programa coroou uma nova fase em sua vida, que coincide com entrada na casa dos 40 anos de idade. O projeto apresentado lá estava sendo planejado desde o ano passado: “Pensei num projeto que reunisse tudo que aprendi até agora, ligando a área Social à de Comunicação. Eu me considero uma profissional de comunicação completa, pois já vivi veículos; trabalhei muito em assessoria de comunicação; estive nos dois lados da mesa: tanto como cliente quanto como fornecedor; e tenho essa visão bem clara de comunicação institucional”, esclarece. Para ela, foi mais uma barreira vencida, pois conseguiu mostrar sua idéia em nível nacional: “Tinha um projeto em mente, que desejava que mais pessoas conhecessem”.
De volta a Porto Alegre, Magali retomou as caminhadas na orla do Guaíba junto ao seu cachorro Néon, e ao aconchego do lar e da família. Trouxe, junto consigo, a obstinação para colocar seu projeto em prática: “Não sei quanto tempo vai levar, se vai ser possível ou não, mas o fato é que ele já existe, tem nome, sobrenome e objetivo”, orgulha-se.

