Perfil

Magali Barbiani: Sem medo de arriscar

A profissional gaúcha que foi tentar sociedade com Roberto Justus, no programa O Aprendiz, confessa que gosta de impor-se desafios.

“Sempre tive a postura de vida de me impor desafios”, define a diretora de Planejamento da Pública Agência de Comunicação, Magali Barbiani, ao explicar o que a levou a buscar no Jornalismo uma forma de superar a timidez.  Além disso, o gosto pela escrita também fez sua parte: desde os 12 anos de idade, a poesia e o conto estão presentes na sua vida.

A “Barbiani” mais nova de quatro irmãs nasceu em Porto Alegre em 1966. Ainda adolescente, decidiu ser independente dos pais e mudou-se para a cidade serrana de Caxias do Sul, para viver inicialmente com uma das manas.

Mesmo depois de entrar para o curso de Comunicação Social da Unisinos, em São Leopoldo, continuou em Caxias, onde, por “uma feliz coincidência da vida” como afirmou, foi contratada para trabalhar na área de diagramação do jornal Pioneiro (veículo da RBS em Caxias do Sul). “No primeiro semestre de faculdade, sem nunca ter posto os pés em um jornal”, conta.  Esta primeira experiência foi na época em que o projeto gráfico do jornal estava sendo atualizado e Magali participou de todo o processo. “Entrei pela cozinha e aprendi como se fazia um jornal. Não havia computador, era máquina de datilografia, calculadora, régua de paica e espelho. Foi uma grande escola pra mim.”

Depois da experiência no impresso, a próxima porta que se abriu foi o rádio. Primeiro esteve na rádio Caxias 930 AM, na área de produção. Depois, passou para a São Francisco AM 560, onde atuou como repórter e apresentadora de um programa, transmitido aos sábados e direcionado ao público feminino: o “Palavra de Mulher”. “Esse programa abordava o universo feminino, mas sempre com uma visão mais feminista, apesar de a sessão de maior audiência ser a de receitas”, relembra Magali, que confessa, aí, o início de seu “amor” pelo rádio.

Porto das oportunidades

Após quatro anos, um novo ciclo se iniciou na vida de Magali. Terminada a faculdade, decidiu retornar a Porto Alegre, deixando para trás o emprego na rádio São Francisco e um casamento com um caxiense: “Ele queria ficar lá, eu queria voltar. O mundo me aguardava”, brinca. 

Na capital, a jovem profissional foi atrás das oportunidades: realizou uma produção independente de um programa sobre animais domésticos transmitido semanalmente pela TV Guaíba, o “Amigos da Casa”; associou-se a ex-colegas de faculdade, para formar um estúdio de Criação, o Estúdio A4, trabalhando como assessora de imprensa e redatora; atuou na FDRH (Fundação para o Desenvolvimento em Recursos Humanos); e nesse meio-tempo foi convidada pelo amigo José Luiz Monteiro Fuscaldo, hoje sócio-diretor da Pública, para ajudar a montar o plano de governo do eleito Alceu Collares. Para ela, uma superexperiência.

Em seguida, passou no concurso do governo do Estado para a área de Comunicação na Secretaria do Desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que assessorava a então vereadora do PT Maria do Rosário e atuava na sociedade do A4, quando surgiu novo convite de Fuscaldo, desta vez para replanejar o setor de Publicidade do governo Antônio Brito. Foram dois anos, segundo Magali, em que cuidava toda a parte operacional do projeto.

Com o início do governo de Olívio Dutra, passou a fazer edição e introdução para o telejornalismo da TVE, onde permaneceu até pedir uma licença (sem remuneração) do cargo público, para ir trabalhar na Coletiva Comunicação & Marketing.

Descoberta Social

“Nesse tempo, surgiu o Terceiro Setor na minha vida, que foi um outro marco”, salienta Magali, ao lembrar do convite para trabalhar como gerente de Comunicação Social da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho: “Era uma área maravilhosa, e eu amei trabalhar nela e conhecer profundamente o setor. A área social apresentou-se como uma bandeira para mim”, complementa. Ela participou ativamente do crescimento da Fundação, que contribuía para a disseminação do pensamento social em todos os 49 veículos da RBS, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina: “A gente conseguiu realmente mexer no produto da empresa. Toda a informação sobre Terceiro Setor era produzida por nós na Fundação”, recorda.

Com este novo desafio, a jornalista optou por desfazer-se da sociedade no estúdio e pedir sua exoneração do cargo público: “Sem o menor remorso”, confessa. “Para mim, o serviço público era como uma pseudoestabilidade”, complementa, opinando que, “hoje em dia, se o profissional deseja crescer, tem que vencer pelas suas condições”.

A FMS foi enxugada pela RBS e Magali atuou nela até o final de 2004, quando passou a trabalhar para Pública, onde se dedica ao aprofundamento da agência na área da comunicação institucional.

Nova fase, um projeto

Agora em maio e junho de 2007, Magali participou do programa Aprendiz 4 – O Sócio, reality-show apresentado e dirigido pelo publicitário Roberto Justus, na TV Record, onde competidores resolvem tarefas em grupos e disputam o prêmio final: R$ 1 milhão para abrir uma sociedade com o apresentador. O projeto de Magali era focado em Marketing Social e ela foi líder de seu grupo, ficando entre os seis finalistas.

Ela acredita que a participação no programa coroou uma nova fase em sua vida, que coincide com entrada na casa dos 40 anos de idade. O projeto apresentado lá estava sendo planejado desde o ano passado: “Pensei num projeto que reunisse tudo que aprendi até agora, ligando a área Social à de Comunicação. Eu me considero uma profissional de comunicação completa, pois já vivi veículos; trabalhei muito em assessoria de comunicação; estive nos dois lados da mesa: tanto como cliente quanto como fornecedor; e tenho essa visão bem clara de comunicação institucional”, esclarece. Para ela, foi mais uma barreira vencida, pois conseguiu mostrar sua idéia em nível nacional: “Tinha um projeto em mente, que desejava que mais pessoas conhecessem”.

De volta a Porto Alegre, Magali retomou as caminhadas na orla do Guaíba junto ao seu cachorro Néon, e ao aconchego do lar e da família. Trouxe, junto consigo, a obstinação para colocar seu projeto em prática: “Não sei quanto tempo vai levar, se vai ser possível ou não, mas o fato é que ele já existe, tem nome, sobrenome e objetivo”, orgulha-se.

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Autor

Leca

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