Batista Filho
A coragem do guerreiro, do estadista, das associações solidárias e atos do cidadão comum.
Mas, nem um destes carrega a nobreza do semeador.
Foi lembrando o semeador José Lutzenberger, exemplo de indignação contra a deterioração do planeta causada pelo homem; de fé na restauração do ambiente com a conscientização da humanidade, que a ARI, ABES e BRASKEM instituíram no Rio Grande do Sul, há 3 anos o Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental.
A intenção, compreendida e acatada por centenas de profissionais e estudantes desde a primeira edição, fez surgir novos semeadores de ações propositivas, restauradoras ambientais, valorizando a natureza.
Agora promovemos a 3ª edição.
Assim, quando o gosto pela leitura e o jornalismo se apura a se desenvolve, cresce a responsabilidade social, a sensação e o desejo de participar.
As pessoas se preocupam pelo futuro de nosso planeta. Para dar consistência a essa preocupação é preciso discutir, atacar os problemas com espírito de colaboração e sem animosidade.
Não buscamos elaborar um tratado científico e sequer simples peça de propaganda. O ativo mais valioso dos promotores do Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental é a vontade de contribuir para a mobilização.
Buscamos trazer e avaliar, para a divulgação e premiação, uma coleção de fatos positivos, reflexos capazes de proporcionar uma escala de mudanças favoráveis em uma triste história de degradação ambiental e descaso de agentes públicos, e de uma sociedade dividida entre a inércia e o desconhecimento.
Estamos dando espaço à divulgação dos trabalhos jornalísticos, acadêmicos, de entidades e pessoas da comunicação. São ações baseadas em valores definidos e premissas teóricas.
A ABES a BRASKEM e a ARI reafirmam seu compromisso com as edições continuadas do Prêmio José Lutzenberger de Jornalismo Ambiental.
É esse o apoio que objetiva chamar a participação efetiva da sociedade.
O jornalismo de conteúdo – exigência de nosso tempo – é o que traz conhecimento e esclarecimento a tudo aquilo que acontece no cotidiano e a suas consequências.
As inscrições que estão abertas do dia 24 de março a 15 de agosto de 2016 mostram o interesse de participar e são crescentes a cada edição.
As categorias profissionais e acadêmicas observam critérios claros e objetivos que buscam demarcar áreas de atuação e espaços de variada complexidade. É essa complexidade que demonstra postura predatória ao lado, com programas generosos de recuperação de riquezas naturais e parceria duradoura na necessária política de sustentabilidade.
A transformação social que tanto desejamos, somente será alcançada através do incentivo à cultura do conhecimento e da importância da convocação e participação em ações como estas concebidas pela vocação de servir do conjunto BRASKEM, ABES e ARI.
A capacidade de renovar esperança carrega o estímulo para a união de forças e reiteração do chamamento:
Vamos multiplicar os semeadores, profetas ativistas de um futuro que todos sonhamos.
O artigo foi publicado originalmente na edição desta sexta-feira, 15, em Zero Hora.
Batista Filho é presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

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