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Cinco perguntas para Rochele Conrad

Profissional deixou, em fevereiro, a diretoria da rádio Massa FM 104.1 para atuar no setor de Comunicação na Educação

“Eu acredito profundamente que, no mundo digital, experiências reais são o grande diferencial”, defendeu Rochele Conrad. - Crédito: Arquivo pessoal.

  1. Quem é você, de onde vem e o que faz?

Responder quem eu sou hoje é, talvez, a pergunta mais difícil. Mas, se eu tiver que definir, eu sou o resultado de uma trajetória que começou muito cedo, cheia de responsabilidade e aprendizado.

Sou jornalista por formação, mas minha história começa antes disso. Fui mãe ainda muito jovem e, aos 18 anos, precisei entrar no mercado de trabalho com um filho nos braços. Foi nesse contexto que comecei a construir minha trajetória profissional. Não exatamente por escolha, mas por necessidade.

Hoje, além de liderar Marketing, eu também carrego um propósito muito claro: usar o lugar onde estou para oferecer às pessoas aquilo que eu gostaria de ter tido acesso quando era mais jovem: orientação, oportunidade e direcionamento.

  1. Como foi o início da sua trajetória profissional e quais os principais aprendizados neste período?

Minha trajetória começou de forma pouco linear. Entrei na faculdade de Jornalismo sendo extremamente tímida. Minha primeira língua, inclusive, era o alemão; e escolhi o curso porque tinha facilidade com língua portuguesa e um ideal muito claro: queria ser correspondente internacional.

Comecei como redatora em agência e rapidamente fui para assessoria de imprensa. Mas, com a gravidez, precisei interromper esse caminho. Sem rede de apoio suficiente para continuar naquela área, fui buscar alternativas e encontrei a área comercial.

Minha primeira experiência foi em uma dinâmica de grupo vendendo um grampeador. Eu nunca tinha vendido nada e nunca imaginei que faria isso. Mas ali eu descobri duas coisas: que eu precisava fazer dar certo e que eu tinha habilidade para aquilo.

Entre os principais aprendizados dessa fase, desenvolvi competências que eu nem sabia que tinha e descobri que ter posicionamento é essencial (especialmente sendo mulher e mãe), que é preciso ser firme com os problemas e respeitosa com as pessoas e que mentores aceleram muito o crescimento — e eu tive grandes ao longo da minha trajetória.

  1. Durante sua participação na implantação da rádio Massa FM 104.1, quais foram os momentos mais marcantes?

Participar da implantação da rádio foi um dos momentos mais relevantes da minha carreira. O principal marco foi colocar uma rádio nova, em um mercado altamente competitivo e com mais de 10 emissoras, em primeiro lugar de audiência em apenas nove meses.

Além disso, conseguimos sustentar essa liderança, o que torna o resultado ainda mais consistente. A construção da rádio do zero, desde o reposicionamento até a operação, com a migração de dial e toda a responsabilidade estratégica envolvida em fazer parte de uma rede que hoje se consolidou como a maior do Brasil no segmento, foi uma experiência incrível, de pressão por resultado, e sou muito grata. 

  1. Em fevereiro, você assumiu a diretoria de Marketing da Guruja Concursos. Como tem sido essa experiência e quais os principais desafios?

Tem sido uma experiência intensa e muito alinhada com o que eu acredito. Na Guruja, eu consigo conectar Marketing com proximidade real com as pessoas. Mesmo o time sendo grande e atuando de forma remota, meu foco tem sido justamente aproximar a marca do público e estar onde o nosso aluno está.

O principal desafio hoje é liderar e engajar um time distribuído, manter cultura e alinhamento à distância e traduzir estratégia em ações que gerem impacto real no aluno. Ao mesmo tempo, é um ambiente onde consigo aplicar algo que sempre foi muito forte na minha trajetória: comunicação próxima, presença e construção de experiência.

  1. Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Eu me vejo consolidando ainda mais minha atuação na liderança de Marketing, com foco em crescimento de negócio. Mas, mais do que isso, o que direciona minha trajetória é continuar perto das pessoas. Eu acredito profundamente que, no mundo digital, experiências reais são o grande diferencial. 

Se tem algo que eu aprendi lá atrás, vendendo na necessidade, é gerar conexão, servir bem e construir relação — que é o que sustenta qualquer resultado. Nos próximos anos, meu foco é esse: crescer o negócio, mas, principalmente, gerar experiências relevantes para as pessoas.

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