Ocorrem em Porto Alegre as gravações do longa-metragem ‘Minha Sombra Luminosa’, que retrata a amizade entre o poeta Mario Quintana e a fotógrafa Liane Neves. Dirigida pelo gaúcho Tomás Fleck, a produção é ambientada principalmente no Centro Histórico da Capital, recriando o cotidiano vivido pelo escritor em 1986. A obra tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2027.
O ator e roteirista Fernando Eiras interpreta Quintana, enquanto Klara Castanho dá vida à jovem fotógrafa. A produção executiva é de Chica Mendonça e Ernesto Soto. Além disso, 97% da equipe envolvida no projeto é formada por profissionais gaúchos.
Além do Centro Histórico, outros pontos de Porto Alegre são utilizados como locação ao longo das 22 diárias previstas para a produção. Entre os cenários está o hotel Majestic, espaço associado à trajetória de Quintana na Capital. “A ideia também é mostrar um pouco como funcionava o hotel. Para ser exatamente isso, uma volta nessa época de 1986”, explica Chica.
Memórias de uma convivência
Inspirado em fatos reais, o longa acompanha a história de Liane Neves, que em 1985 aceitou o desafio de fotografar Quintana, conhecido por ser reservado e resistente à própria imagem. Ao descobrir que o poeta estava prestes a perder a casa, ela transforma o trabalho em uma missão pessoal. Na época, Liane tinha 23 anos, enquanto Quintana estava com quase 80.
A fotógrafa acompanhou Quintana diariamente durante cerca de um ano com o objetivo de documentar fotográficamente seus 80 anos, período em que registrou diferentes momentos da rotina do escritor. Hoje, Liane tem 67 anos. “Fico emocionada e honrada de ter um filme que vai contar a minha história, nunca imaginei que seria um personagem. Fiz esse trabalho há mais de 40 anos”, afirma.
O título do filme também nasceu de uma lembrança da convivência entre os dois. Segundo a fotógrafa, Quintana usou a expressão em um dos primeiros encontros. “Ele olhou para mim, e disse: ‘lá vem a minha sombra luminosa’”, relembra Liane.
De acordo com Chica Mendonça, o foco da narrativa está na relação construída entre os personagens. “A abordagem é mais sobre uma amizade inusitada do que um poeta ou o Quintana. E a gente está tratando um pouco dessas situações que ele viveu”, explica a produtora.

