
Ele compôs mais de 200 peças, desde pequenos opus, alguns tristonhos lieders e melancólicas e belas sonatas. Algumas expressando os tempos de solidão e tristeza, enquanto outras celebram a superação do melhor do espírito humano. Em seus últimos dias, Ludwig van Beethoven anotou em uma partitura que não conseguiu incompletar:
“Quem entender minha música
nunca se sentirá infeliz”.
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Depois de suas monumentais sinfonias, a música nunca mais foi a mesma. Elas passaram a ser uma expressão do imaginário coletivo e da consciência que nos leva a enfrentar adversidades para alcançar ideais. A obra de Beethoven alcançaria um primeiro ápice com a Quinta Sinfonia, que desde a estréia em 1808, provocou perplexidade, estranhamentos e encantamento. Quando passou a ser tocada nas grandes salas, hipnotizando as platéias, ganhou fama de ter efeitos terapeuticos, acalmando cardíacos e estimulando a memória e a cognição.
A Quinta Sinfonia é reconhecida pelos primeiros quatro acordes, que simulam a batida do Destino à nossa porta. Os mesmos acordes iniciais que se tornariam universalmente céleebres ao serem usados pelas forças aliadas como senha na invasão na Normandia em 1944. E não por coincidência, identificados com a letra “V” do código Morse, sinalizando Vitória.
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Mas a genialidade de Beethoven ainda iria mais além. Mais tarde, ele comporia sua última sinfonia, que, desde a estréia em Viena, foi aplaudida como obra prima. Que foi descrita pelos críticos da época como um “momento único e glorioso” na história da Música.
A Nona Sinfonia representou um esforço supremo para um Beethoven adoentado e com quase 60 anos. Ele a compôs de forma mental e intuitiva, pois estava completamente surdo e não conseguia ouvir as notas. Apesar de tudo – e talvez por isso mesmo – ele criou uma peça épica, uma louvação à Amizade e Alegria. Seu ponto maior é o Quarto Movimento, onde um coral recita os versos da “Ode a Alegria” de Friedrich Schiller:
“Abracem-se milhões de amigos!
Quem consegue o maior tesouro de ser
amigo de seu amigo e
conquistar a mulher amada!
Aquele que conquista apenas uma alma,
ganhou a única em todo o mundo!”.
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