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Após pleito marcado por contradições, diretoria nacional da Abradi é definida

Entidade segue sob o comando de Carol Morales, reeleita pela impugnação da chapa concorrente

Após um pleito conturbado e marcado por contradições, a composição da diretoria nacional da Associação Brasileira dos Agentes Digitais (Abradi) foi definida. Por mais dois anos, a entidade seguirá sob o comando de Carol Morales, reeleita devido à impugnação da chapa concorrente. O martelo final foi batido em uma votação realizada pelo Conselho Administrativo, com base em um parecer jurídico emitido pelo escritório de advocacia Franco de Menezes, que coordenou o processo eleitoral da organização.

Concorreram às eleições as chapas: ‘Nova Abradi’, encabeçada por José Daltro Martins, e ‘Abradi Brasil’, comandada por Carol Morales, que até então era a atual presidente. Em assembleia realizada em 28 de abril, os opositores levaram 183 votos dos associados de várias regionais, enquanto o grupo da diretoria recebeu 76. No entanto, a posse que estava marcada para 20 de maio foi cancelada, devido à não oficialização dos resultados apurados no pleito.

Chapa mais votada foi impugnada

Horas antes da assembleia de votação, a chapa ‘Abradi Brasil’ encaminhou um pedido de impugnação da concorrente. O grupo alegou que Martins não tinha conseguido comprovar sua vinculação como sócio ou representante oficial de qualquer empresa associada à entidade, o que iria contra o estatuto. No cadastro efetuado para disputar o pleito, o opositor indicou sua posição como executivo da NDI3. Contudo, como a empresa não confirmou a vinculação, ele trocou o nome da sua representada para PillBiz.

Por conta disso, a ‘Abradi Brasil’ afirmou que Martins estava fora do mercado de trabalho no momento, o que o impedia de se candidatar à presidência da Associação. Por sua vez, no direito de réplica, a ‘Nova Abradi’ questionou o prazo com que o protesto aconteceu, já que o estatuto também estabelece que isso deveria ter ocorrido até 15 dias antes do pleito, ou seja, em 14 de abril. Também alegou que, na data das eleições, Martins estava em condição regular, fato que foi reconhecido pelo jurídico contratado para assessorar o processo eleitoral.

O grupo opositor também apontou para a suspeição da Diretoria Executiva Nacional para julgar a impugnação, por conta do seu posicionamento na disputa. Ainda houve oportunidades para uma réplica da ‘Abradi Brasil’ e tréplica da ‘Nova Abradi’, ocasiões em que ambas reforçaram seus posicionamentos. Todas as alegações foram encaminhadas ao escritório de advocacia Franco de Menezes que, em 9 de junho, emitiu um parecer para deliberação do Conselho de Administração.

Entre as recomendações feitas, destaca-se a aprovação da impugnação da chapa e anulação de todo o processo eleitoral. Também foi sugerida a revisão cadastral dos associados e a instauração de um novo pleito. Deste modo, apontou o documento, seria possível garantir uma “eleição serena, segura e que permita a todos os associados recadastrados votar e serem votados sem a mácula da dúvida ou incerteza quanto à sua legitimidade representativa”.

Abradi RS

Presidente da Abradi regional do Rio Grande do Sul, Ricardo Abel conversou com a equipe de Coletiva.net sobre a reunião do Conselho Administrativo, que confirmou a vitória da ‘Abradi Brasil’. Ele destacou que nenhum dos cinco membros do grupo – composto por presidentes das regionais – tinha participação nas chapas concorrentes. Além disso, a definição de Carol no comando da entidade recebeu três votos, contra outros dois que defendiam a realização de um novo pleito, conforme informou ao portal.

Ricardo ressaltou que, nos mais de 15 anos de existência da Abradi, período em que conquistou renome no mercado, esta foi a primeira vez em que houve uma disputa de chapa nacional. “Podemos dizer que estamos aprendendo a fazer essas eleições. Um ponto positivo a ser destacado foi a contratação do escritório jurídico, como forma de garantir segurança ao pleito”, pontuou. O profissional ainda defendeu que a entidade é “muito maior do que isso” e que não é benéfico que restem dúvidas quanto ao seu processo eleitoral.

Nesse sentido, o presidente da Abradi-RS entende que tratou-se de um trâmite atípico. Isso porque, enquanto a reeleição de Carol se ateve ao estatuto, não se pode ignorar o fato de que houve uma votação que deu a vitória para a chapa impugnada. “Seguimos um rito corretamente burocrático, mas entendemos que isso causou estranheza e indignação para alguns associados. O que resultou em algumas desassociações”, relatou. Sobre a atualização cadastral sugerida pelo escritório jurídico, o profissional ainda comentou que pensa em realizá-la no Estado.

Por fim, Ricardo ainda ressaltou uma previsão do próprio estatuto da entidade, que determina que, caso um quinto dos associados estiver insatisfeito com as eleições, eles podem submeter um pedido para refazer o pleito. “Temos que respeitar o resultado, pois o trâmite foi seguido corretamente. Porém, se resta essa insatisfação, as normas da Abradi também têm um mecanismo para isso. O importante é que seja feito tudo dentro do regimento”, finalizou.

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