
No último domingo, 2, mais de 6,8 milhões de gaúchos foram às urnas escolher seus representantes para os próximos quatro anos. Nestas eleições gerais, sete comunicadores disputaram uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Embora o saldo mais positivo tenha sido para Gustavo Victorino, eleito como o deputado estadual mais votado do Estado, a reportagem de Coletiva.net conversou com os profissionais que não atingiram os votos necessários. Ao portal, eles fizeram um panorama da campanha e revelaram os próximos passos.
Segundo Mano Changes, candidato pelo PSDB, a expectativa era ultrapassar os 11.562 votos que o colocaram como suplente. “Mas entendo que foi uma eleição polarizada, onde as propostas ficaram em segundo plano”, ponderou. Mesmo com o retorno às atividades na rádio Grenal, o profissional garantiu que seguirá filiado e à disposição do partido para auxiliar na campanha de Eduardo Leite, que concorre para governador no segundo turno. “Acredito no projeto dele, não só para o Estado, mas para o futuro do País”, defendeu.
Mauri Grando, que obteve 1.794 votos e ficou como suplente, compartilha da opinião de que a polarização foi um fator dificultante. “Com o maior destaque para a eleição presidencial, a defesa das causas acabou ficando para trás. Mas fico satisfeito pelo apoio conquistado e por ter participado dessa campanha”, salientou. O jornalista segue filiado ao Podemos, mas ainda não tem certeza se disputaria uma próxima eleição. “Já retornei com as funções na minha empresa MG Plus e está nos planos manter o trabalho que faço junto à Jovem Pan”, pontuou.
Mesmo com os 3.021 votos que garantiram a suplência, o jornalista Nando Gross anunciou a desfiliação do PDT, sigla pela qual concorreu a deputado estadual. Ainda assim, o comunicador avaliou a campanha como uma “grande experiência”, e disse ter sido bem recebido em todos os lugares por onde passou. Entende ainda que a pouca verba recebida do fundo eleitoral foi um obstáculo. De volta à rádio ABC e ao Jornal NH, ele deixou o futuro político em aberto: “Vou deixar as coisas aconteceram. Neste momento, estou focado no meu trabalho de jornalista”.
Paulo Brito foi mais um comunicador a disputar as eleições de 2022 para deputado estadual. Com 11.871 votos, não foi eleito, porém alcançou a posição de suplente. O narrador ressaltou que, durante a campanha, foi bem recebido por onde esteve, mas ficou decepcionado com o resultado. Apesar disso, ele agradeceu a parceria do Cidadania: “É um partido correto, sério e que me ajudou muito, junto com a Any Ortiz pela qual torço muito”. Ainda revelou que a experiência será a última e que não deve mais concorrer, porém não pretende se desfiliar da sigla. Agora, o profissional voltará o foco para os projetos pessoais e o atendimento de clientes e anunciantes.
Rogério Forcolen, que disputou as eleições pelo União Brasil, angariou 5.713 votos e também alcançou a posição de suplente. O jornalista revelou que teve dificuldades pela baixa verba que recebeu para Publicidade, aliada a problemas internos da sigla e questões da Legislação Eleitoral. Ele afirmou que continuará filiado ao partido, mas focará em retomar a carreira no Jornalismo, e adiantou os projetos que têm em vista: “Estou montando um podcast e, também, um curso on-line para pessoas que queiram se desinibir como comunicadores”. Além disso, contou que já está em negociação com um novo veículo.
Mesmo não se elegendo à Assembleia Legislativa, Tiago Albrecht colheu bons frutos dessa disputa. Isso porque Felipe Camozzato (Novo), de quem é suplente na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, conquistou a eleição como deputado estadual e passará o manto do legislativo municipal ao comunicador da Rede Pampa. A posse está prevista para fevereiro do ano que vem e, até lá, ele segue na emissora. “Saio da campanha ainda mais amadurecido e pronto para enfrentar o trabalho da Câmara de nossa Capital”, afirmou.

