“Desafiador, como todos os outros, e muito positivo”. Foi assim que, em conversa com a reportagem de Coletiva.net, Rafael Codonho, sócio-diretor da Critério – Resultado em Opinião Pública, avaliou 2022. Conforme o executivo, a prospecção de novos negócios, assim como a ampliação de relacionamentos e, especialmente, a qualificação do atendimento às contas, com melhorias em processos internos, foram alguns dos destaques. “Foi mais um ano de vitória, graças a Deus, aos nossos clientes e à nossa equipe de consultores”, celebrou.
Questionado sobre as conquistas de 2022, Rafael apontou para a atuação da agência em gestão de crises: “É uma grande fortaleza da Critério, expertise comandada pela Soraia Hanna”. Por se tratarem de contratos confidenciais, o gestor salientou que são cases que não podem ser levados a público. “Porém, agimos de maneira rápida e assertiva para fortalecer, preservar e recuperar marcas e instituições em situação de muito risco. Isso tem um grande valor para uma empresa: é como um grande seguro reputacional”, comentou.
Além disso, o sócio destacou o trabalho “primoroso e vitorioso” da equipe dedicada às eleições, coordenada por Giuliano Thaddeu. Nessa frente, relatou Rafael, a agência repetiu a fórmula de montar um time paralelo, com dedicação exclusiva à campanha eleitoral. “Também delimitamos de forma muito clara os produtos entregues, sempre com a relação de transparência que prezamos muito. Além de contribuir para a cidadania política, tivemos resultados excepcionais junto aos nossos clientes”, revelou.
Outra conquista citada pelo diretor foi a evolução no formato das entregas, que, atualmente, vão além do texto. “As empresas com nosso perfil de atuação estão vivendo, já não é de agora, o desafio de incluir novos conteúdos e novos formatos em suas trilhas de produção”, pontuou. E, para o executivo, o movimento deu certo: “Incorporamos audiovisual, vídeos, podcasts, conteúdos interativos, multiplataforma e novas experiências presenciais. Procuramos migrar para essas entregas dentro do nosso jeito de trabalhar”.
Sustentabilidade
Ao parafrasear o fundador da Critério, Cleber Benvegnú, Rafael afirmou: “É preciso manter um ambiente de criticidade. Isso significa exercitar autocrítica e enxergar o externo”. Por isso, em uma avaliação geral do período, o executivo considera que a empresa buscou exercitar o seu papel como empresa e respeitar a pluralidade dos consultores. “Temos valores que precisam ser comuns, mas nos abastecemos das próprias contradições do cotidiano. Essa convivência fraterna, que contempla a salutar divergência, é uma fórmula que nos parece sustentável”, ponderou.
E a sustentabilidade foi identificada também nas finanças da agência, visto que a meta de faturamento para 2022 foi superada em 15%. “Completamos nosso décimo primeiro ano de mercado, com uma trajetória de crescimento ano a ano, de forma sólida e consistente”, avaliou. Com isso, contou Rafael, foi possível investir na ampliação da equipe de consultores, com novas expertises, e em diferentes frentes de negócio.
Em relação às perspectivas para 2023, o executivo acredita que o cenário é incerto, sobretudo em relação ao receituário econômico a ser utilizado pelo novo governo federal, preocupação que, conforme ele, é compartilhada por todo o mercado. “Todavia, os potenciais do Brasil são de tal modo latentes que cremos em mais um ciclo de crescimento”, pontuou. Para Rafael, o mundo corporativo está percebendo, cada vez mais, a importância da gestão de reputação como o “bem intangível mais caro de sua marca”. “E a Critério está treinada para ajudar a cuidar desse patrimônio”, finalizou.

