Como o outono não tem excesso de calor, de frio ou de flores, excede em azul.
O pior mercado para balanças é num planeta sem gravidade.
É feio e complicado passar notas falsas adiante. Melhor pôr na poupança.
No sentimentalismo, nem tudo são flores: tem também os bombons enjoativos, os cartões piegas, as canções sertanejas.
Já dá pra notar: a discussão de valores anda muito desvalorizada.
Por mais ignaro que seja algum político, vem um outro e o suplanta, ou suplente.
O lado ruím da troca de idéias é que, se for mal feita, não dá pra destrocar.
Não se pode ter tudo – a menos que você seja cleptomaníaco.
As pessoas vivem dando um tempo umas às outras. E o tempo não dá nenhum tempo a nenhuma.
Tem cara que se acha o tal só por ser articulado. Ora, muito ônibus por aí também é.
O cavalo encilhado da história muitos homens públicos deixam passar. Mas o burro em pêlo da politicagem, esse não costumam perder.
Aquele animador americano que adorava uma cerveja, o Malt Disney.
Se os óvulos se desprendem do ovário pra virar gente, por que há tão pouca gente desprendida no mundo?
E chega um dia na vida em que os outros dias não chegam mais.
A dor ensina a gemer, mas com tantos feridos diariamente nas escolas, chegou-se à pós-graduação.
Com a inflação se insinuando, temos que atualizar até as divergências: agora, tudo são outros
No Início Deus disse: Fiat lux! Começava aí o desperdício.
Falam mal da violência à noite mas é das formas mais acessíveis de sociabilização: qualquer um pode ser assaltado por 20 reais, até menos.
Dias úteis: aqueles que mais nos inutilizam.
Nem todos lembram o que ocorreu em 31/3/64.
O ruím é que a data não deve ser esquecida.
O bom é que ninguém vai ser torturado por não lembrar.
Depois do último honoris causa da Universidade
de Coimbra, compreende-se
porque o ensino é uma causa perdida.
Força de vontade:
mesmo pra usar pouca, tem que ter muita.
Quando a esmola é demais, o mendigo
se profissionaliza.
Racista:
a única raça realmente
inferior.

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