No Find 2026, André Foresti alerta para “maior crise cognitiva da história”

Fundador da TroubleMakers apresentou a palestra ‘Menos prompt, mais thinking: a era humana da IA’

André Foresti é fundador da TroubleMakers. - Crédito: Coletiva.net.

À tarde, no palco Banrisul, a palestra ‘Menos prompt, mais thinking: a era humana da IA’ fez parte da programação do Fórum do Mercado e Indústria Digital (Find) 2026, realizado ao longo desta quarta-feira, 29, na Unisinos, em Porto Alegre. A apresentação foi conduzida por André Foresti, fundador da TroubleMakers, que citou a existência de um “modo zumbi”: “Estamos na maior crise cognitiva da história”. 

“Está chegando em um ponto em que a inatividade é vista pelo cérebro como uma falha”, afirmou. Apoiado por dados, André citou que as pessoas estão perdendo três horas diárias com interrupções. “O tempo de atenção caiu para alguns segundos. O pensamento profundo está em queda. E agora isso tem um nome, ‘brainrot’, que é o declínio cognitivo e emocional”, acrescentou.

Para o especialista, o mundo já vive um contexto pós-IA, visto que a tecnologia já foi absorvida no dia a dia das pessoas. “O ChatGPT cresceu em adoção quatro vezes mais rápido do que o Google”, relatou. Isso leva ao que ele definiu como um “desespero” por prompts, dicas e atalhos.

Era humana da IA

Contudo, André também defendeu a existência da “era humana da IA”, que, para ele, funciona como uma “atualização do software humano”. Isso passa por quatro etapas: reagir e voltar a usar o cérebro; ambientar-se à nova revolução tech; garantir que o cérebro e a tecnologia exercitem-se; e, por fim, recuperar o pensamento. “Temos que assumir nosso papel nessa revolução industrial”, argumentou.

O especialista ainda citou a importância de acumular repertório por meio da arte e de ter contato com o contraditório, além de “encarar a crise da imaginação”. “Precisamos voltar a ser um pouco ilógicos”, afirmou. Ele, que se disse preocupado com as performances, questionou: “E se todo mundo estiver performando para o lado errado?”. Para André, o antídoto para a dependência da IA é “ser uma pessoa mais interessante”, o que passa pela curiosidade, empatia, emoção, ética, intuição, curadoria e aprendizado contínuo. 


O time de jornalistas de Coletiva.net acompanha, direto da Unisinos Porto Alegre, a segunda edição do Find, evento voltado a Branding e performance. Realizado em 29 de abril, o encontro reúne profissionais e especialistas para discutir tendências e práticas do setor. Durante a cobertura, como media partner, são produzidas matérias e entrevistas para o portal, envio de newsletters especiais, drops em Coletiva.rádio, além de repercussão e conteúdos exclusivos para as redes sociais. A cobertura conta com o apoio da Prefeitura de Porto Alegre.

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