Todas as pessoas buscam a conveniência. Seja como consumidor, seja como indivíduo em geral. Como consumidor é claro: queremos comprar em um site em que a navegação seja fácil, que os produtos sejam expostos de maneira clara, que a pesquisa por um item seja simples, rápida e direta e obtenha bons resultados e que em poucos cliques possamos fazer o pagamento. E, claro, que a entrega seja rápida e o produto chegue em perfeitas condições e de acordo com as fotos e especificações. Se precisarmos entrar em contato com a empresa, que o processo seja fácil, se for para resolver um problema ou para obter informações, que seja simples e direto. Isso é sabido, apesar de inúmeras empresas ao redor do mundo não praticarem.
Já em casa, queremos a conveniência do controle remoto, das assistentes virtuais, da smart TV, de alimentos que venham cortados e descascados, de embalagens que sejam fáceis de abrir, mas seguras, de uma loja de conveniência no nosso prédio, do ar condicionado com controle remoto(cito isso porque apesar de todos serem assim há um tempo, não o foram por muitos, muitos anos), de smartphones que além de nos acordarem numa hora definida, o façam com aumento da luminosidade, com música suave e que deem as informações que pedimos (compromissos do dia, cotação de ativos, principais informações da mídia, etc)
Fomos nos acostumando com a conveniência ao longo dos anos e acredito(para quem está há mais tempo esteja na estrada, como eu, dois fatos marcantes nesse processo tenham sido o controle remoto da TV e o vidro elétrico dos carros. Sim, os vidros já foram (muitos ainda são) acionados de forma manual, com uma pequena manivela) que seria muito desagradável e geraria inclusive sofrimento voltarmos ao ponto de início.
Mas junto com a conveniência, antes até, se falou em encantamento do cliente, o que chamo aqui de magia. Sempre foi necessária a magia na vida das pessoas. Momentos mágicos, em que se tenha a surpresa, a fruição daquele instante, quase uma fissura no tempo, um conceito de Julio Cortázar, de que o tempo parece parar quando acontece determinado fenômeno. E as empresas saíram buscando por isso, por proporcionar conveniência e magia. Um desafio importante que vem sendo em parte superado com o avanço da análise de dados, times de marketing competentes e dedicados, modificações nas expectativas das pessoas, nos seus desejos, novos hábitos e tendências. Um poderoso e complexo mix.
Mas importante é que para cada um de nós momentos mágicos são profundamente marcantes, seja na relação com as organizações, seja na vida pessoal. O que é considerado um momento mágico varia bastante de pessoa para pessoa, de seus desejos, história e momento de vida, perfil pessoal, necessidades, mas claro que há tendências mais gerais. Para mim, por exemplo, um momento mágico que apesar de aparentemente simples para muitas pessoas, para mim é mágico (ou era) é entrar numa sala de cinema para ver um bom filme, já comentei sobre isso aqui. E claro, mais mágico ainda é estar na companhia de alguém muito querido. Vai se tornando mais mágico ainda se for em um lugar especial. E o ser humano precisa dessa magia.
Sei que o mundo está entregando no momento, pela pandemia, menos magia. Mas quanto mais magia, mais o ser humano é feliz, produtivo e fica em paz. Mas é importante buscar essa magia também. Procurar criar as condições para que ela aconteça. O historiador Leandro Karnal tem um desses momentos na festa de Natal da família. Ele já citou mais de uma vez que empreende esforços para reunir a família e reunir as pessoas para a noite de Natal. Portanto, certamente para ele é um momento mágico. Só que ele busca esse momento, vai na sua direção e faz a coisa acontecer. Existem muitas pessoas que acabam por não fazer e simplesmente se lamentam.
Então, assim como conveniência é algo desejável e legítimo (com o cuidado para que não vire preguiça), além de altamente lucrativo (recomendo o livro que deu inspiração a essa coluna, “Conveniência é o nome do negócio”, de Arthur Igreja), magia é momento quando estamos aproveitando algo em grau máximo. Então, que as duas coisas sejam buscadas por todos e pelas empresas. O que já vem ocorrendo, se não por todos os indivíduos e empresas, por parte delas. Que sejam cada vez mais e a vida se torne mais prazerosa.
O Butiá, onde a magia acontece
O Butiá não pode ser chamado de restaurante, pois seria limitar excessivamente. Se trata de um local único, maravilhoso, lindíssimo, onde se encontra natureza(fica em Itapuã), tendo nos dias quentes até mesmo a possibilidade de banho de rio. Além disso, há os passeios de barco e a possibilidade de conhecer locais absolutamente inesquecíveis. Com relação à culinária, tem almoços, piqueniques, hambúrgueres, além de cervejas e vinhos singulares e deliciosos. Totalmente inserido em um ecossistema de produção que respeita a natureza, estimula a produção local e utiliza ingredientes(na maioria) produzidos localmente. E ele consegue reunir o lado mais rústico, digamos, com a altíssima qualidade de seus pratos. Só digo uma coisa: mágico e inesquecível. Não conhece? www.obutia.com. Acesse hoje, agora. E entenda um pouco do que senti indo até lá.

