QUEM VAI GANHAR A ELEIÇÃO NO ESTADO?
Pesquisas divulgadas no início dessa semana mostram Juliana Brizola liderando a corrida para o Piratini a frente de Luciano Zucco e Gabriel Souza.
Faltando cerca de seis meses para as eleições seria temerário afirmar que a candidata do PDT/ PT é favorita ou até mesmo que o segundo turno de 2026 será entre ela e Zucco.
O Rio Grande do Sul tem sido pródigo em exemplos de candidatos que começaram bem e nem figuraram no segundo turno e de azarões no início que ganharam no final.
O caso mais marcante dessas oscilações durante a campanha eleitoral foi certamente o de Germano Rigotto nas eleições de 2002. Desde início ficara claro que a disputa final seria entre Tarso Genro e Antônio Brito, mas quem foi para o segundo turno foi Rigotto que no inicio tinha apenas 3 ou 4 por cento nas pesquisas, mas que na decisão final marcou 52,67% dos votos contra 47,30% de Tarso.
Nas eleições seguintes, em 2006, foi a vez de Rigotto, favorito no inicio, ficar fora inclusive do segundo turno, disputado entre Yeda Crusius, que fez 53,94% dos votos contra 46,06% de Olívio Dutra e foi eleita.
Nas eleições de 2010, mais um resultado inesperado: Tarso Genro foi eleito no primeiro turno, o que ainda não tinha acontecido no atual modelo eleitoral, com 54,34% dos votos, contra 18,4% de Yeda e 24,74% do ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça
Em 2014, a guerra foi entre Tarso Genro e Ana Amélia Lemos no inicio, mas quem ganhou no final foi José Ivo Sartori, que teve no segundo turno 61,21% dos votos contra 38,79 do Tarso.
Em 2018, um jovem político Eduardo Leite, ex-prefeito de Pelotas, mas quase desconhecido no restante do Estado, derrotou o então governador Sartori, que era o favorito no início. No segundo turno, Leite teve 53,62% dos votos, conta 4638 de Sartori.
Em 2022, Leite quebraria outra tradição gaúcha – a de não reeleger governador – e ganhou mais quatro anos no Piratini derrotando o candidato de Jair Bolsonaro, o ex-ministro Onyx Lorenzoni, com 57%12 por cento dos votos contra 42,88% do seu oponente.
Será que a eleição de 2026 trará uma nova surpresa? O que anima os que correm contra Juliana é o alto percentual de eleitores que dizem nas pesquisas que ainda não decidiram em que votar e que somados aos que pretendem anular o voto ou não votar, chega quase a 50% dos entrevistados.
O candidato mais provável ao papel de outsider, pelo tamanho do partido que o apóia, o MDB, é o atual vice-governador Gabriel Souza, mas que até agora está muito distante dos líderes nas pesquisas.
Mas…

