A Focus Inc. listou para o Uol News os erros de análise das equipes de economistas no último ano. Vamos nos fixar nos erros mais significativos, salientando quatro: a cotação do dólar, a Selic, o crescimento do PIB e a “recuperação sustentada” da economia americana.
Dólar – Os analistas tinham a ideia de um dólar mais forte no último ano. Segundo a Morgan Stanley a moeda americana se recuperaria frente às demais divisas internacionais. Ocorreram previsões de cotação a R$ 1,80, R$ 1,90 e até R$ 2. A insistência do fortalecimento do real fez crer que a MCM optasse por um fechamento a R$ 1,70, vinculado à realidade.
Selic – Ao longo do ano, as expectativas se deterioraram. As taxas previstas variavam de 12,25% a.a. a 11,50% ou l3%. Para a inflação, embora os dados oficiais não tivessem sido divulgados, o BC tem como cenário uma alta de 5,9%, mais perto do teto – 8,5% – do que do centro – 4,5%. A Selic acabou ficando em 10,75%.
Crescimento do PIB
Os especialistas subestimaram o crescimento do PIB. Previsões de 4,5% de crescimento foram abortadas pelo Banco Central, que prevê uma alta de 7,5%. Boa parte dos analistas estimava entre 4,8% e 6%.
Maior economia do mundo
Por isto entra nesta listagem. Não foi apenas no plano doméstico que as previsões estiveram erradas. A comunidade econômica iniciou o ano crendo numa recuperação sustentável dos EUA. Bank of América Merril Lynch e Citi bancaram esta tese, além de inúmeras outras instituições financeiras. O resultado: as expectativas da queda do desemprego, com a taxa de desocupados encerraram novembro com 9,8%, alta à frente do mês anterior de 9,6%. A alta de 13 mil pontos do Dow Jones também foi frustrada. Diante de todas estas implicações, a cartada do Federal Reserve que jogou US$ 600 bilhões na economia. Não há resultados palpáveis. Os “especialistas” acreditam que deva chegar a US$ 1 trilhão.

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