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Daniel Scola publica texto sobre tratamento de saúde

Nesta segunda-feira, 31, o comunicador da rádio Gaúcha Daniel Scola publicou no jornal Zero Hora e nos portais GZH e Pioneiro, um texto autoral a respeito do seu tratamento de saúde. O jornalista detalhou como tem sido a caminhada até os dias atuais, desde 21 de julho de 2021, quando passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor no cerebelo

Desde então, a jornalista Andressa Xavier comanda interinamente o programa ‘Gaúcha Atualidade’ – atração da rádio que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 8h10 às 10h –, ao lado de Rosane de Oliveira e Giane Guerra. Em outubro do último ano, o comunicador havia realizado a 30ª e última sessão de radioterapia. O feito foi celebrado por colegas e amigos que o recepcionaram na frente de  casa com balões. 

Em novembro, Scola iniciou sessões de quimioterapia, que teria duração de oito meses em 2021. De acordo com a esposa dele, a também jornalista Gabriella Bordasch Scola, o tratamento também é algo suplementar, visto que todo o tumor foi retirado. Além disso, ele faz reabilitação com fonoaudióloga e fisioterapeuta. O comunicador ainda não tem previsão para retornar ao trabalho na rádio. 

Confira o texto na íntegra:

Os motivos que me levaram ao afastamento 

Há algum tempo, venho pensando em escrever este texto para contar o que tem acontecido comigo nos últimos meses. Ouvintes da Rádio Gaúcha e leitores de GZH e Zero Hora têm perguntado por que me afastei de minhas atividades. 

Em julho de 2021 descobri um câncer no cerebelo. Ainda naquele mês, precisei passar por uma operação de retirada deste tumor. O procedimento acabou mexendo com meu equilíbrio, o que é normal. Fiz a cirurgia, passei por trinta sessões de radioterapia e agora estou no terceiro ciclo de quimioterapia. 

Antes, porém, convém eu contar como como tudo começou. Em junho, eu vinha tratando uma vertigem, mais precisamente uma VPPB, vertigem posicional, que deveria ser corrigida com manobras no meu cérebro. Deveria, mas eu não melhorava de jeito nenhum. Em resumo: não havia como eu ficar em pé sem me apoiar. 

O otorrino que me trata, Dr. Otávio Piltcher, pediu uma ressonância da cabeça, para tirar todas as dúvidas. Na ressonância, apareceu o tumor, bem no meio do cerebelo, órgão que fica logo abaixo do cérebro. O Dr. Otávio ligou no mesmo dia para dar a notícia ruim, alertado pelos médicos que fizeram o laudo. Ao telefone, enquanto conversávamos, uma sensação de frio corria pela minha espinha. Era uma vertigem e, agora, um câncer? Sim! Pode acontecer com qualquer um. 

Vinte dias depois, eu estava na mesa de cirurgia do médico Arthur Pereira Filho, um cirurgião de mão cheia, que comandou uma operação elogiada até por especialistas de fora do país. Além dele, me atendem exemplarmente os médicos André Fay, Daniella Barletta, Luiz Antonio Nasi e Marcio Doernte – o homem que não dorme. 

Na entrada do Centro de Oncologia Lydia Wong Ling, no Hospital Moinhos de Vento, tem um cartaz que diz assim: “Não se combate o câncer sozinho”. É a maior verdade sobre essa luta. Então, agradeço demais a minha empresa, a RBS, que sempre esteve ao meu lado. Quem nunca desgruda do meu pé é minha esposa, Gabriella, que me leva em todas as visitas ao hospital. Trabalho com profissionais e a eles sou muito grato. Encontrei vários pelo caminho. 

Desejo que 2022 seja o ano da saúde, que eu possa andar de bicicleta com minhas filhas, dirigir para levá-las à escola, digitar este texto mais rapidamente. E Deus sabe lá mais o quê.

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