Jornalistas gaúchos estão entre os vencedores da 40ª edição do ‘Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo’. O anúncio foi dado pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), em parceria com a seccional do Rio Grande do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS), organizações que realizam a premiação.
Apesar da organização ser regional, a iniciativa é nacional e é considerada como uma das mais relevantes na área dos Direitos Humanos na América do Sul. Neste ano, 414 trabalhos foram inscritos nas nove categorias do concurso. Quase todos os grupos contam com representantes gaúchos entre os premiados.
Vencedores
Na categoria Prêmio Especial Liberdade, houve uma menção honrosa para o trabalho ‘A origem do Dia Nacional da Liberdade de Imprensa’, realizado pelo Laboratório de Jornalismo da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) pelos alunos Francisco Mascolo Geyer de Oliveira e Theo Fabricio Giacobbe. O projeto intitulado ‘Policiais confessam crimes impunemente em podcasts e videocasts’, realizado por Fábio Canatta, da Ponte Jornalismo, ficou em segundo lugar.
A Record TV recebeu uma menção honrosa na categoria Televisão com o trabalho ‘Nova chance para os presos: APAC na capital oportuniza ressocialização’, produzido por Gabriela Milanezi; Henrique Barcellos; Nilton Prates; Vivian Leal; Juliano Soares; Nei Epifânio Pereira; Ricardo Azeredo; José Ferraro; e Rogério Centrone. Áudio foi a classe que mais premiou jornalistas gaúchos com o segundo lugar sendo conquistado por Rodrigo Oliveira, da rádio Gaúcha, com o trabalho ‘Caso Vini Júnior – um mergulho nas raízes do racismo’. A terceira colocação ficou com Leno Falks, do grupo Radioweb, com ‘Brigada Militar: assédio e suicídio entre policiais’. Ainda teve espaço para uma menção honrosa para o projeto ‘Força Negra’, produzido pelos jornalistas Eduardo Amaral e Gabriel Renner, do jornal NH.
A jornalista Geórgia Pelissaro dos Santos, da Vós, ficou em terceiro lugar na categoria On-line, com o trabalho ‘Conto do bioma invisível’. Também houve menção honrosa para o projeto ‘Medicina e abusadores: a que ponto chegamos na saúde?’, desenvolvido por Analli Venancio; Juliana Monaco; Juliana Tahamtani; Letícia Fagundes; e Vinícius Rodrigues, do Instituto Mulheres Jornalistas.
O trabalho ‘Universo dos porquês’, de Douglas Roehrs, Janaína Kalsing e Rossana Silva, da Insígnia Filmes, recebeu uma menção honrosa na categoria Documentário.
No setor Grande Reportagem (livro), o terceiro lugar ficou com a obra ‘Cem anos da revolução de 1923: história, mídia e cultura’, escrita por Álvaro Nunes Larangeira; Beatriz Dornelles; Juremir Machado da Silva; Larissa Fraga; Pâmela Becker; e Taíla Quadros, da editora Sulina. A mesma empresa recebeu uma menção honrosa com o trabalho ‘Nós não caminhamos sós – histórias de isolamento no antigo leprosário Itapuã’, produzido por Ana Carolina Oliveira Pinheiro.
As jornalistas da Matinal Jornalismo, Marcela Donini e Tatiana Reckziegel, ficaram em primeiro e terceiro lugar na categoria Crônica, com os projetos ‘De onde vem seu privilégio?’ e ‘Meu relato de aborto’, respectivamente. No prêmio Acadêmico, as estudantes Paula Colpo Appolinario e Thais Eduarda Imming, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ficaram com o terceiro lugar, com o trabalho ‘Resquício dos manicômios nas mãos do Estado’. Já o estudante Lucas dos Santos Vieira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), recebeu menção honrosa com ‘O vazio da sepultura’.

