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Liberdade de imprensa no Brasil preocupa SIP

Preocupam casos como a censura ao Estadão e o fim da exigência de diploma no Jornalismo

 O aumento de casos de censura e de ações judiciais contra meios de comunicação no Brasil preocupa a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Na assembleia que a entidade realiza em Buenos Aires, o executivo Sidnei Basile, da Abril, apresentou o relatório sobre a situação brasileira, além do caso de censura a O Estado de S. Paulo e o fim da exigência de diploma de jornalismo para o exercício da profissão que, segundo relata, também causa preocupação. Para ele, outras decisões judiciais "deixam a imprensa brasileira vulnerável diante da falta de parâmetros para o direito de resposta exigido por pessoas que se consideram prejudicadas".

Ao fazer a comparação entre os relatórios do ranking da liberdade de imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), de 2002 a 2009, o Brasil perdeu 17 posições, passando de 54º lugar para 71º posição este ano. Apesar dos casos recentes apontados pela SIP, o país subiu 11 posições no ranking na comparação da colocação deste ano (71º) para o mesmo período de 2008 (82º). Mesmo com o avanço na lista, o Brasil está atrás de países como Líbano, Kuwait e Haiti.

O ranking indica um retrocesso no desempenho dos demais países da América Latina, onde quase todos perderam posições, entre 2002 e 2009. Desses países, apenas o Haiti subiu no ranking entre o primeiro e o mais recente levantamento da organização. Os países que mais se destacam por ataques contra a liberdade de imprensa são Venezuela, Honduras, Bolívia, Equador e Argentina.

A Argentina, onde o evento é realizado, caiu no ranking, de 42º em 2008 para 47º em 2009. Segundo a RSF, a queda foi motivada pelos casos de violência contra jornalistas no interior do país. A Argentina também protagoniza um impasse na questão midiática. A polêmica se intensificou quando o parlamento argentino aprovou uma lei que controla a mídia, restringindo o poder das empresas de comunicação. O mais atingido neste caso é o oposicionista Clarín, que já foi invadido por cerca de 200 fiscais da receita federal em setembro.

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