Os detalhes da proposta do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para ajudar as empresas de comunicação começaram a ser melhor conhecidos ontem. Em audiência na Comissão de Educação do Senado, o vice-presidente Darc Costa e o gerente de telecomunicações do banco Alan Fischler apresentaram aos parlamentares o esboço do “Pró-Mídia”. Serão R$ 4 bilhões distribuídos em três linhas de financiamento: uma para aquisição de papel, uma para financiamento e outra para refinanciamento de dívidas. Segundo Costa, se o Congresso não se manifestar contra, os financiamentos serão repassados de forma indireta, ou seja, por meio de instituições intermediárias, para que seja estabelecida “uma relação mais transparente e independente” entre as empresas e o banco.
Darc Costa esclareceu ainda as razões de o banco apoiar as empresas também para o refinanciamento de dívidas. “A economia só se movimenta se tiver crédito. Crédito gera poupança. É assim que o capitalismo avança. Pagamento de dívida também é crédito. Eu acredito nisso, acredito que não existe capitalismo só com equity”. Ele explicou que as linhas de financiamento estão sendo criadas com características especiais. “A linha de financiamento para investimentos é mais simples e envolve a questão dos produtores de equipamentos, inclusive para TV digital. Já a da compra de papel envolve uma política de nacionalizar o uso pelas empresas. E a de refinanciamento de dívida é mais complicada, envolve credores, estruturas societárias diferentes”.

