Cinco perguntas para Susana Vernieri

Jornalista é autora do livro 'Horizonte monótono'

Susana Vernieri, jornalista e escritora - Divulgação

1 - Quem é você, de onde vem e o que faz?

Nasci em Porto Alegre, em 1965. Sou filha de dois funcionários públicos do Estado, já falecidos. Me criei na Cidade Baixa, bairro em que, até hoje, moro. Também vivi por um ano na Califórnia, quando tinha 18 anos, e alguns meses em São Paulo para trabalhar na Revista Saúde, na década de 1990. Sou formada em Direito pela PUCRS e tenho até registro na OAB, embora nunca tenha advogado. Me graduei em Jornalismo pela Fabico e sou mestre e doutora pela Ufrgs em Literatura Brasileira, com pesquisa sobre a obra de João Cabral de Melo Neto. Trabalhei, entre diversos veículos de imprensa de Porto Alegre, na Zero Hora, por 10 anos, e atualmente estou me aposentando. Também fui professora de Jornalismo na PUCRS, UFRGS e Unisinos. Hoje, me dedico a escrever poesia, crônica, conto, novela e crítica literária e sou, agora, proprietária da Editora Calypso. 

2 - Qual foi a inspiração para o livro 'Horizonte monótono'?

'Horizonte monótono' nasceu de crônicas que eu publiquei no Facebook e o pessoal amigo apreciou. A rede social serviu como um teste drive para a recepção dos textos. Agora, eles ganham formato de livro sob o design de Tatiana Sperhacke, uma artista gráfica aqui de Porto Alegre.

3 - De que forma o Jornalismo auxilia na sua carreira como escritora?

O Jornalismo tem papel fundamental na minha escrita. Foi na redação, trabalhando como repórter de Economia e Geral, e, posteriormente, no 'Caderno de Cultura' de ZH, que treinei o bisturi. Conheci diversas realidades. E, em muitas ocasiões, cheguei a escrever três matérias por dia. Isso me deu um grande treino na luta com as palavras. A regra de evitar os adjetivos e a primeira pessoa do singular me deu clareza no texto e uma certa objetividade. A concisão também é uma característica que herdei do trabalho diário no Jornalismo.

4 - Como surgiu a ideia de criar a Editora Calypso?

Eu já havia sido proprietária de uma editora chamada 'Tambor' no início dos anos 2000. Publicamos três livros e eu e meu sócio na época, o jornalista Flávio Ilha, que hoje é um dos proprietários da Editora Diadorim. Acabamos por desistir da empreitada e cada um seguiu o seu caminho. Antes desta experiência, já havia editado e publicado dois livros de minha autoria, 'Vozes da estante' e 'De(s)amores'. Assim, tinha um certo entendimento do trabalho de edição. Em 2020, lancei três livros de forma independente e, no começo de 2021, criei o selo Calypso com o livro de poemas 'Objeto não identificado'.  

5 - Quais são os seus planos para daqui a cinco anos?

Estar viva e saltitante!

 

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