O Instituto Ayrton Senna anunciou nesta quarta-feira, 4, em São Paulo, os vencedores da 9ª edição do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo. O prêmio tem como objetivo reconhecer e estimular jornalistas e veículos de comunicação na produção de trabalhos jornalísticos que contribuam para a melhoria da qualidade da Educação, principal via para o Desenvolvimento Humano. Na abertura do evento, que mostrou a educação como uma luz na vida das pessoas, a presidente do Instituto Ayrton Senna, Viviane Senna, acendeu uma lâmpada simbólica, que representava o caminho de uma vida tocada pela educação. “Embora em várias áreas o país tenha atingido um grau de excelência que o coloca entre os melhores do mundo, ainda existe uma parte na sombra. Por meio da educação enxergamos um verdadeiro Brasil luminoso e é isso que cada um de nós aqui pode fazer quando a colocamos em pauta”, complementou.
A entrega dos prêmios ficou por conta de Bruna Lombardi, José Wilker, Astrid Fontenelle, Ana Paula Padrão, Sandra Corveloni, Ricardo Kotscho, Irene Ravache, Ernesto Paglia, Carlos Aberto Riccelli e Claudio de Moura e Castro. Dos 76 trabalhos que concorreram na categoria Fotojornalismo, a fotografia vencedora foi a “São Gabriel, a terra onde vivem os ancestrais”, de Alexandre Pazuello, fotojornalista do veículo Amazonas em Tempo. “No jornalismo, a melhor fotografia é aquela que vai além da ilustração ou do complemento da reportagem. Ela deve ser capaz de falar por si só. E essa capacidade é ainda mais essencial quando se expressa uma realidade em transformação”, ressaltou Ana Paula Padrão ao entregar o prêmio. A jornalista Cirley Ribeiro levou o prêmio da categoria Rádio, pelo conjunto de matérias veiculadas na Rádio Cultura, que apresentou bons exemplos de combate à evasão escolar, práticas de gestão, descoberta do prazer de aprender e a valorização do saber popular.
Pela coragem e pelo comprometimento de levar à capa das revistas um tema relevante e urgente como a educação, Ana Aranha e equipe, da revista Época, levaram o prêmio da categoria Revista. Com as séries “Desafios da Educação e Escolas Inovadoras”, foram publicadas mais de 20 matérias em uma cobertura que analisou a política pública nacional, a gestão e métodos pedagógicos. Além das iniciativas simples e criativas de escolas que saíram do convencional e colheram bons resultados. Paloma Aléssio Oliveto e equipe, do Correio Brazilense, foram os vencedores da categoria Jornal, por levar a educação para a agenda social do país com a série “O ABC do atraso”. Os repórteres percorreram mais de quatro mil quilômetros investigando as condições de ensino nas cidades mais assistidas pelo Bolsa-Família – beneficio que ajuda a aplacar a fome, mas nem sempre assegura a presença do estudante em sala de aula. Na categoria Televisão, quem recebeu o prêmio foi a jornalista Rita de Cássia Satiê Yos. Entre os representantes gaúchos pré-selecionados, nenhum foi premiado.
A 9ª Edição do Prêmio recebeu a inscrição de 1022 matérias de 359 jornalistas, de 160 veículos de todo o Brasil, publicadas em 2006 e 2007, que concorreram nas categorias Jornal, Revista, Rádio, TV, Fotojornalismo e na categoria especial, Destaque Educação. Na seleção dos finalistas, foram priorizados os trabalhos que deram visibilidade a diferentes aspectos da educação a ponto de transformarem realidades, provocarem e levarem à adoção de políticas públicas.

