
O GovTech Summit, que acontece entre esta terça, 2, e quarta-feira, 3, no Centro de Eventos da PUCRS em Porto Alegre, recebeu nesta tarde o painel ‘Cidades sob pressão: tecnologia e governança diante da crise climática’. Débora Roesler, diretora-presidente da Empresa Pública de Tecnologia da Informação e Comunicação da Prefeitura de Porto Alegre (Procempa), abordou o trabalho da organização durante as enchentes em 2024. Já Delner Freire, titular da Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) de Rondônia, compartilhou a experiência do estado no combate às queimadas.
A mediação foi de Tiago Dimer, diretor da PBLC — marca de consultoria em Marketing Político e Eleitoral da Moove —, que deu início ao painel com uma pergunta sobre o papel da Procempa nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Débora relatou que, nos primeiros indícios de que a água poderia chegar a Porto Alegre, a empresa já começou a se preparar para manter o sistema da Capital funcionando.
Entre as ações tomadas esteve a evacuação de um dos data centers, localizado na Rua Siqueira Campos, no Centro Histórico. Os equipamentos foram levados para outras instalações da Procempa. Durante 17 dias, os sistemas da prefeitura se mantiveram ativos por meio de geradores: “Não ficamos um dia fora do ar”. Além disso, a Procempa teve papel ativo nos resgates ao disponibilizar uma rede de radiocomunicação. “Até o prefeito e o vice usaram rádios para se comunicar, pois o 5G ficou comprometido”, relatou Débora.
A empresa também foi quem proporcionou a continuidade de serviços de atendimentos à população dentro de centros integrados e por meio da Central do Cidadão, pelo telefone 156. “Da mesma forma que tivemos voluntários nos resgates, também tivemos parceiros que ofereceram rádios e modens que chegaram a ser usados nos abrigos. Não adiantava o sistema estar no ar se as pessoas não conseguiam acessar”, ressaltou.
Outro extremo
Se em Porto Alegre o problema foi a água, em Rondônia, foi o fogo. Delner apresentou as soluções estabelecidas para o enfrentamento às queimadas no estado. O Programa Sentinela é um desses recursos, que utiliza a tecnologia para minimizar o efeito dos eventos climáticos. A iniciativa detecta focos de calor em tempo real, gera notificações às equipes responsáveis pelo combate e evita que um pequeno foco vire uma tragédia.
Portanto, se antes o combate era reativo, agora é proativo. “Quando começamos a ter acesso aos dados de satélite, tivemos condições de mandar coordenadas geográficas ao centro de comando, que, então, mandava as unidades para o combate. Fomos de uma situação que dependia de telefonia, para o uso de satélites, tornando o combate muito mais eficaz”, ressaltou o superintendente.
E a ferramenta deve evoluir ao longo deste ano, principalmente com a preocupação de um intenso El Niño. “A predição é fundamental para a segurança das equipes e para realocar os recursos onde for mais necessário. É fundamental saber qual a severidade. Esse foi um avanço que implantamos em fevereiro, mas está em estágio beta. Já fizemos alguns testes do modelo matemático e esse ano vamos consolidar esse modelo”, explicou.
A Procempa também está atenta às previsões para 2026 para apoiar a Defesa Civil, que, atualmente, possui 10 totens equipados com estações meteorológicas completas. “Além do videomonitoramento de alertas, foram contratadas pessoas para fazer análises hidrometeorológicas. É um sistema que funciona 24 horas e sete dias por semana. Estamos preparados para El Ninõ”, garantiu Débora.
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Com o apoio da Prefeitura de Canoas, a equipe de Coletiva.net está presente na terceira edição do GovTech Summit, realizado em 2 e 3 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Durante a cobertura, participam as jornalistas Márcia Christofoli, Patrícia Lapuente, Márcia Dihl e Sarah Acosta e a social media Anie Cristine Gabriel, que produzem matérias, entrevistas e bastidores diretamente do local. O público pode acompanhar a cobertura completa no portal Coletiva.net, com repercussões nas redes sociais — incluindo Facebook e Threads — e conteúdos exclusivos no Instagram e drops na Coletiva.rádio.


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