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Festa democrática

Quem me conhece sabe: sou um amante do Carnaval. E isso desde os meus primeiros anos de vida. Sim, por influência familiar, dos Nunes e dos Dornelles. E que orgulho tenho de manter viva uma tradição de meus antepassados e da minha grande família que ainda está por aqui. Por isso, nesses dias, também aguçou meu sentimento de pertencimento.

Diferentemente do que muitos dizem ou apenas pensam, o Carnaval não é uma festa da libertinagem e da alienação. Eu, por exemplo, celebro nele a cultura brasileira, a identidade e a liberdade, com muita alegria, música e descontração, descarregando minha carga emocional e aliviando meu estresse.

Respeito quem não gosta do Carnaval. Ninguém é obrigado e gosto não se discute. Por outro lado, não compreendo aqueles que, por não gostar, se colocam contra quem gosta e até defendem a não realização da festa.  Há, inclusive, quem critique o carnaval, mas não abra mão dos dias de folga, ainda que não seja um feriadão oficial. Hipocrisia pura.

Por isso digo: Carnaval é uma energia contagiante com a música e a alegria coletiva criando energias renovadoras para quem gosta da folia e momentos de pausa para quem o carnaval é um descanso mental da rotina diária e das obrigações profissionais e do dia a dia.

Também é preciso destacar que o Carnaval é uma festa extremamente democrática, sem qualquer espaço para qualquer tipo de preconceito: de gênero, racial, de orientação sexual, etário, religioso, ou seja, brincam todos que queiram. Mas é preciso também observar limites. Principalmente no que diz respeito à liberdade alheia. Julgo desnecessário explicar, mas não considero demais sempre lembrar: não é não. 

Dito isso, bom carnaval para os que gostam, bom descanso para quem vai apenas aproveitar a folga e boa atividade para os que vão usar os dias para outras ações inclusive, trabalhar.

Autor

Renato Dornelles

Jornalista, escritor, roteirista, produtor, sócio-diretor da editora/produtora Falange Produções, é formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) (1986), com especialização em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Universidade Estácio de Sá (2021). No Jornalismo, durante 33 anos atuou como repórter, editor e colunista, tendo recebido cerca de 40 prêmios. No Audiovisual, nos últimos 10 anos atuou em funções de codireção, roteiro e produção. Codirigiu e roteirizou os premiados documentários em longa-metragem ‘Central – O Poder das Facções no Maior Presídio do Brasil’ e ‘Olha Pra Elas’, e as séries de TV documentais ‘Retratos do Cárcere’ e ‘Violadas e Segregadas’. Na Literatura, é autor dos livros ‘Falange Gaúcha’, ‘A Cor da Esperança’ e, em parceria com Tatiana Sager, ‘Paz nas Prisões, Guerra nas Ruas’. E-mail para contato: [email protected]
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