Quem me conhece sabe: sou um amante do Carnaval. E isso desde os meus primeiros anos de vida. Sim, por influência familiar, dos Nunes e dos Dornelles. E que orgulho tenho de manter viva uma tradição de meus antepassados e da minha grande família que ainda está por aqui. Por isso, nesses dias, também aguçou meu sentimento de pertencimento.
Diferentemente do que muitos dizem ou apenas pensam, o Carnaval não é uma festa da libertinagem e da alienação. Eu, por exemplo, celebro nele a cultura brasileira, a identidade e a liberdade, com muita alegria, música e descontração, descarregando minha carga emocional e aliviando meu estresse.
Respeito quem não gosta do Carnaval. Ninguém é obrigado e gosto não se discute. Por outro lado, não compreendo aqueles que, por não gostar, se colocam contra quem gosta e até defendem a não realização da festa. Há, inclusive, quem critique o carnaval, mas não abra mão dos dias de folga, ainda que não seja um feriadão oficial. Hipocrisia pura.
Por isso digo: Carnaval é uma energia contagiante com a música e a alegria coletiva criando energias renovadoras para quem gosta da folia e momentos de pausa para quem o carnaval é um descanso mental da rotina diária e das obrigações profissionais e do dia a dia.
Também é preciso destacar que o Carnaval é uma festa extremamente democrática, sem qualquer espaço para qualquer tipo de preconceito: de gênero, racial, de orientação sexual, etário, religioso, ou seja, brincam todos que queiram. Mas é preciso também observar limites. Principalmente no que diz respeito à liberdade alheia. Julgo desnecessário explicar, mas não considero demais sempre lembrar: não é não.
Dito isso, bom carnaval para os que gostam, bom descanso para quem vai apenas aproveitar a folga e boa atividade para os que vão usar os dias para outras ações inclusive, trabalhar.

