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A capacidade de um prefeito se reeleger ou fazer seu sucessor!

A priori, pela PEC da reforma política, a eleição de 2016 poderá ser a do último processo eleitoral com a possibilidade de reeleição. Nos …

A priori, pela PEC da reforma política, a eleição de 2016 poderá ser a do último processo eleitoral com a possibilidade de reeleição. Nos pleitos seguintes, um “bom prefeito” poderá, no máximo, eleger seu sucessor.

Para compreender a tendência de mudança ou continuidade de uma gestão pública, o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião utiliza diversos indicadores que compõem o “tripé de gestão”, para avaliar a percepção dos munícipes de uma cidade, suas expectativas e as mudanças de comportamento.

O tripé de gestão é composto por indicadores que avaliam a relação política do gestor com a população, a qualidade dos serviços públicos prestados e a eficiência da comunicação.

O prefeito gaúcho que realiza um trabalho eficiente em seu governo, propiciando à opinião pública de sua cidade uma percepção satisfatória em relação ao “tripé de gestão”, tende a ser reeleito e/ou fazer seu sucessor com certa facilidade, independentemente do partido político.

Nesse sentido, o cidadão irá responder positivamente à situação (continuidade) quando avalia que o governo “está bem”, e optará pela oposição (mudança) quando “sente” que o governo “está indo mal” (quando um prefeito não se relaciona com a população, não prioriza os serviços públicos e a comunicação). E neste contexto, o eleitor se comportará como um “juiz do voto”, com poderes para punir ou recompensar o seu prefeit,o e fará seus “registros e comentários” em sua rede de relação pessoal e/ou nas redes sociais.

A avaliação do eleitor com base no “tripé de gestão” tem sua base na mesma linha de raciocínio teórica do Homus Econumicus, onde cada indivíduo isoladamente age e reage continuamente em resposta ao que percebe e experimenta em relação à economia. Neste caso, o sucesso eleitoral dos candidatos e dos partidos depende de sua atuação na aplicação de políticas públicas e serviços que agradem aos eleitores, sendo que o atendimento de necessidades mais específicas e a relação direta entre os candidatos e os eleitores propiciam uma relação personalista.

E esta relação personalista rege a decisão de voto de mais de 80% dos gaúchos. Para a maior parte da população, não importa o partido que implementou determinado projeto ou serviço, o que importa é se o candidato, na figura do governante, realizou ou não determinado serviço ou se o opositor terá condições ou capacidade de fazê-lo de forma mais qualificada.

O pleito de 2016 será o ano que o eleitor irá avaliar o “tripé de gestão”, aplicando o seu “tripé de expectativas”: espera que o próximo prefeito “mantenha o que está bom, mude o que está ruim e faça aquilo que ainda não foi feito”; se for de situação, deve ser a “continuidade com mudança”, e se for de oposição, deve ser a “mudança com continuidade”!

Autor

Elis Radmann

Elis Radmann é cientista social e política. Fundou o IPO – Instituto Pesquisas de Opinião em 1996 e tem a ciência como vocação e formação. Socióloga (MTB 721), obteve o Bacharel em Ciências Sociais na Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e tem especialização em Ciência Política pela mesma instituição. Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Elis é conselheira da Associação Brasileira de Pesquisadores de Mercado, Opinião e Mídia (ASBPM) e Conselheira de Desburocratização e Empreendedorismo no Governo do Rio Grande do Sul. Coordenou a execução da pesquisa EPICOVID-19 no Estado. Tem coluna publicada semanalmente em vários portais de notícias e jornais do RS. E-mail para contato: [email protected]
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