Colunas

Cinema e Guerra

      Era uma vez um cinema que foi, que é , que sempre será. Essa foi a lição apreendida este fim de semana por quem …

      Era uma vez um cinema que foi, que é , que sempre será. Essa foi a lição apreendida este fim de semana por quem foi ver “The Majestic” e “O Poder vai Dançar”. Ambos acontecem próximos à Guerra de 45. Porque, agora, a guerra tem número. Agora quer dizer na minha geração, pois as guerras sempre tiveram número. Qual será a nossa data? Cada geração tende a esquecer a outra, apesar de conviverem. Estes dois filmes falam deste convívio em momentos diferentes: um antes e o outro depois da guerra. Estamos em um destes momentos. E o cinema conta isso.

      Ou alguém duvida de que aquele ambiente de 37 nos Estados Unidos não se repete? E o pós-guerra apresentado no Majestic será o nosso pós-guerra. Se já não é. Os dois filmes se complementam.

      E para a arte do cinema, fica a definição perfeita de Martin Landau no veludo vermelho, para não fugir o som, a sensação de calor, como se estivéssemos em um coração de carne, como na música do Pato Fu, no disco Ruido Rosa.

***

      Revista é um instrumento de comunicação. Dentro dela moram textos, assuntos, temas que se materializam em colunas, blocos, fios, divisões, fotos, artes gráficas, etc. O trabalho editorial fica por conta dos editores. Eles sentem necessidade de pontuar os assuntos e temas, etc com destaques, legendas, quadros, registrando diversos ritmos da leitura. O trabalho entre editor e designer requer estudo, tempo e dedicação. E eu ouvi esta palavra, dedicação, da boca do titã Tony Belotto, em entrevista de Roberto D´Avila. O músico e escritor falava sobre ritmo de trabalho, qual a melhor hora para se conseguir separar durante o dia duas horas para escrever. Tempo que achava suficiente para uma dose suficiente de esforço cumprido.

      Acontece que tem gente que acha que revista é um bichinho da banana. Eu já explico:

      Aquele trabalho todo que descrevi acima minimamente é muitas vezes desconsiderado. Alguns editores de revistas entendem seus editores de arte como “photoshopeiros”. Este termo, graças a Deus, não é meu. Cada vez que um profissional do mesmo grupo diminui o trabalho de outro, um resultado negativo aparece nas pesquisas. É tudo o que a revista passa para o leitor. Por isso, revistas não são bichinhos da banana. Requerem penso.

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Autor

Clo Barcellos

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