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Monstruário

      Eu sabia que tinha visto um rosto como aquele antes. Foi no disco Clara Crocodilo, de Arrigo Barnabé, nos idos de muito tempo. Depois, …

img src=”fotos/coluna_clo_15_07.jpg” align=”right” border=”1″>      Eu sabia que tinha visto um rosto como aquele antes. Foi no disco Clara Crocodilo, de Arrigo Barnabé, nos idos de muito tempo. Depois, a capa do olho do monstro me remeteu a Mike Salisbury, que fez o redesenho da revista Rolling Stones, lá pelos mesmos idos. Em seu workshop, em Campinas/SP há alguns anos, ele explicava sobre alguns de seus trabalhos: I borrought. Na verdade, ele toma emprestado TUDO que as coisas têm, além de suas formas. Ou seja, a memória. Dos próprios objetos e de quem os vê.

      Yoseph Bueys, outro artista, também trabalhava com a manipulação da memória simbólica agregada tanto aos objetos como a quem os vê. E tudo isso me deixou curiosa para saber mais sobre o resto daquele monstro. Trata-se do autor da capa do livro “Monstruário”, de Mario Corso. “Sempre desenhista”, disse ele. Roberto Silva lembrava de outros trabalhos como capas dos discos de Nei Lisboa, dentre elas, a sua preferida: Carecas. Sobre a capa de “Monstruário”, apenas comentou: “Calhou”. Deste mesmo jeito, se referiu à época em que morou com Josué Guimarães, em Lisboa, quando produziam um “jornalzinho”. Taí a modéstia em pessoa. Não deu tempo dele contar sobre o Coojornal, onde foi ilustrador. Mas a gente publica um daqueles seus desenhos do mesmo jeito.

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Autor

Clo Barcellos

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