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O repertório dos golpes só aumenta

Uma das tradições mais antigas no mundo do crime cada vez mais ganha aliados com o avanço tecnológico. Sim, afinal, se as inovações nos facilitam a vida, nos causando conforto, também podem ser traiçoeiras quando usadas por mal-intencionados. No caso, os estelionatários ou, no popular, 171.

São muitas as variações, o que mostra que a criatividade dos golpistas parece ser ilimitada. Já ficaram para trás golpes como o do falso sequestro, por exemplo. Hoje, a Inteligência Artificial, capaz de simular as vozes de pessoas em ligações telefônicas, por exemplo, possibilita a criação de uma nova gama de fraudes.

Sem contar a lista de golpes aplicados com o uso de telefone, emails ou WhatsApp por falsos bancários, falsos advogados, entre outras tantas farsas para subtrair dinheiro ou bens das vítimas. 

Mas há os tipos antigos, que dispensam o uso de tecnologia, lançando mão de uma boa lábia. Um exemplo é o aplicado pelos chamados “Don Juans”, que utilizam a sedução e juras de amor para obterem seus intentos.

Penso que, por mais alertas que sejam feitos, é muito difícil frear os golpistas e os golpes. Tanto que ainda há uma enormidade de falsários raiz aplicando golpes como o do falso bilhete da loteria, o do cheque no pé, entre outros, e se dando bem. 

Autor

Renato Dornelles

Jornalista, escritor, roteirista, produtor, sócio-diretor da editora/produtora Falange Produções, é formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) (1986), com especialização em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Universidade Estácio de Sá (2021). No Jornalismo, durante 33 anos atuou como repórter, editor e colunista, tendo recebido cerca de 40 prêmios. No Audiovisual, nos últimos 10 anos atuou em funções de codireção, roteiro e produção. Codirigiu e roteirizou os premiados documentários em longa-metragem ‘Central – O Poder das Facções no Maior Presídio do Brasil’ e ‘Olha Pra Elas’, e as séries de TV documentais ‘Retratos do Cárcere’ e ‘Violadas e Segregadas’. Na Literatura, é autor dos livros ‘Falange Gaúcha’, ‘A Cor da Esperança’ e, em parceria com Tatiana Sager, ‘Paz nas Prisões, Guerra nas Ruas’. E-mail para contato: [email protected]
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